Riscos corporativos

Risco é a possibilidade de que eventos venham a ocorrer e afetem o alcance da estratégia e dos objetivos de negócio.  

A Gestão de Riscos visa contribuir para fortalecer o processo de Governança Corporativa, aumentar a segurança quanto ao alcance dos objetivos, promover maior transparência para as partes interessadas e aprimorar o ambiente de controles internos da Companhia.

As organizações precisam definir sua estratégia e ajustá-la periodicamente,
ficando sempre atendas às oportunidades de criação de valor
e aos desafios que encontram ao buscá-los.

COSO – Committee of Sponsoring Organizations of the  Treadway Comission.

COSO-ERM Framework

Como modelo de trabalho, a Copel adota a estrutura de controles internos estabelecida pelo COSO – Gerenciamento de Riscos Corporativos – Integrado com Estratégia e Performance, emitido pelo Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Comission (COSO).

A governança dá o tom da organização, reforçando a importância e instituindo responsabilidades de supervisão sobre o gerenciamento de riscos corporativos. A cultura diz respeito a valores éticos, a comportamentos esperados e ao entendimento do risco em toda a entidade. 

Gerenciamento de riscos corporativos, estratégia e definição de objetivos atuam juntos no processo de planejamento estratégico. O apetite a risco é estabelecido e alinhado com a estratégia; os objetivos de negócios colocam a estratégia em prática e, ao mesmo tempo, servem como base para identificar, avaliar e responder aos riscos. 

Os riscos que podem impactar a realização da estratégia e dos objetivosde negócios precisam ser identificados e avaliados. Os riscos são priorizados com base no grau de severidade, no contexto do apetite a risco. A organização determina as respostas aos riscos e, por fim, alcança uma visão consolidada do portfólio e do montante total dos riscos assumidos. Os resultados desse processo são comunicados aos principais stakeholders envolvidos com a supervisão dos riscos. 

Ao analisar sua performance, a organização tem a oportunidade de refletir sobre até que ponto os componentes do gerenciamento de riscos corporativos estão funcionando bem ao longo do tempo e no contexto de mudanças relevantes, e quais correções são necessárias. 

O gerenciamento de riscos corporativos demanda um processo contínuo de obtenção e compartilhamento de informações precisas, provenientes de fontes internas e externas, originadas das mais diversas camadas e processos de negócios da organização. 

Cinco componentes inter-relacionados

A figura acima ilustra esses componentes e sua relação com a missão, visão e valores fundamentais da entidade. Está retratado também, que o gerenciamento de riscos corporativos está integrado ao desenvolvimento da estratégia, da formulação dos objetivos de negócio e da implementação desses objetivos por meio da tomada de decisões cotidianas, aumentando o valor do negócio.

Componentes e princípios

Os cinco componentes do novo Framework se combinam em um conjunto de princípios. Esses princípios abrangem desde a governança até o monitoramento. Eles descrevem práticas que podem ser aplicadas de diferentes formas nas organizações, independentemente do seu tamanho, tipo ou setor econômico. A adoção dos princípios pode trazer ao conselho e à administração a segurança de que a organização é capaz de gerenciar de modo aceitável os riscos associados à estratégia e aos objetivos de negócios.

  1. Exerce supervisão do risco por intermédio do conselho — O conselho de administração supervisiona a estratégia e cumpre responsabilidades de governança para ajudar a administração a atingir a estratégia e os objetivos de negócios. 
  2. Estabelece estruturas operacionais — A organização estabelece estruturas operacionais para atingir a estratégia e os objetivos de negócios. 
  3. Define a cultura desejada — A organização define os comportamentos esperados que caracterizam a cultura desejada pela entidade. 
  4. Demonstra compromisso com os valores fundamentais — A organização demonstra compromisso com os valores fundamentais da entidade. 
  5. Atrai, desenvolve e retém pessoas capazes — A organização tem o compromisso de formar capital humano de acordo com a estratégia e os objetivos de negócios. 
  6. Analisa o contexto de negócios — A organização leva em conta os possíveis efeitos do contexto de negócios sobre o perfil de riscos. 
  7. Define o apetite a risco — A organização define o apetite a risco no contexto da criação, da preservação e da realização de valor. 
  8. Avalia estratégias alternativas — A organização avalia estratégias alternativas e seu possível impacto no perfil de riscos. 
  9. Formula objetivos de negócios — A organização considera o risco enquanto estabelece os objetivos de negócios nos diversos níveis, que se alinham e suportam a estratégia.
  10. Identifica o risco — A organização identifica os riscos que impactam a execução da estratégia e os objetivos de negócios. 
  11. Avalia a severidade do risco — A organização avalia a severidade do risco.
  12. Prioriza os riscos — A organização prioriza os riscos como base para a seleção das respostas a eles.
  13. Implementa respostas aos riscos —A organização identifica e seleciona respostas aos riscos.
  14. Adota uma visão de portfólio —A organização adota e avalia uma visão consolidada do portfólio de riscos.
  15. Avalia mudanças importantes — A organização identifica e avalia mudanças capazes de afetar deforma relevante a estratégia e os objetivos de negócios. 
  16. Analisa riscos e performance — A organização analisa a performance da entidade e considera o risco como parte desse processo. 
  17. Busca o aprimoramento no gerenciamento de riscos corporativos —A organização busca o aprimoramento contínuo do gerenciamento de riscos corporativos. 
  18. Alavanca sistemas de informação — A organização maximiza a utilização dos sistemas de informação e tecnologias existentes na entidade para impulsionar o gerenciamento de riscos corporativos. 
  19. Comunica informações sobre riscos — A organização utiliza canais de comunicação para suportar o gerenciamento de riscos corporativos. 
  20. Divulga informações de riscos, cultura e performance — A organização elabora e divulga informações sobre riscos, cultura e performance abrangendo todos os níveis e a entidade como um todo. 

As definições apresentadas acima estão em conformidade o Sumário Executivo do COSO – Gerenciamento de Riscos Corporativos – Integrado com Estratégia e Performance, emitido pelo Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Comission (COSO). 

Gestão integrada de riscos corporativos na Copel 

A atividade de Gestão Integrada de Riscos Corporativos está vinculada à Diretoria de Governança, Risco e Compliance, por meio da Superintendência de Integridade, a qual tem como principal atribuição a coordenação das atividades voltadas a compliance, controles internos e gestão de riscos corporativos no âmbito da Copel (Holding), suas subsidiárias integrais, controladas e coligadas.

A Gestão de Riscos visa contribuir para fortalecer o processo de Governança Corporativa, aumentar a segurança quanto ao alcance dos objetivos, promover maior transparência para as partes interessadas e aprimorar o ambiente de controles internos da Companhia. Além disso, propõe-se a adicionar e preservar valor, minimizando perdas através da identificação de oportunidades e ameaças, atender às normas internacionais e aos requisitos legais e regulatórios pertinentes, melhorar a eficácia e a eficiência operacional, e aprimorar a gestão de crises ou incidentes.

Política de gestão integrada de riscos corporativos

A Copel possui uma Política de Gestão Integrada de Riscos Corporativos que abrange as áreas corporativas, suas subsidiárias integrais e controladas, estando vigente desde 2009, com revisão periódica anual. A Política é recomendada às suas empresas controladas em conjunto, às empresas coligadas e a outras participações societárias da Copel. As diretrizes desta política estão fundamentadas nos valores da Copel, no seu Código de Conduta e nas orientações emitidas pelo COSO – Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Comission. A Política é revisada anualmente e aprovada pelo Conselho de Administração, após a recomendação favorável da Reunião de Diretoria, e do Comitê de Auditoria Estatutário.

Disponível publicamente, a Política de Gestão de Riscos da Copel prevê a integração da gestão de riscos com a definição das estratégias e monitoramento de performance, o estabelecimento formal de papéis e responsabilidades, a constituição e manutenção de infraestrutura adequada, a definição de metodologia comum para toda a companhia, e a declaração do apetite ao risco.
Adicionalmente, a Política dispõe sobre instrumentos para o adequado monitoramento dos riscos e proteção do valor da Companhia, destacando-se os Reportes periódicos para a Diretoria reunida, Comitê de Auditoria Estatutário, Conselho de Administração e para o Conselho Fiscal.

As respostas aos riscos serão inseridas dentro das seguintes categorias: aceitar, evitar, aceitar e expandir a meta de desempenho, reduzir e compartilhar. Os responsáveis pelos riscos tratam o risco de acordo com a prioridade atribuída e com as respostas apropriadas no contexto dos objetivos de negócio e das metas de performance.

Declaração de apetite ao risco

Em sua declaração de apetite ao risco, a Copel se apoia nos seguintes pilares: 

  • Atuar nos mais elevados padrões éticos e de compliance; 
  • Garantir que atividades ou práticas adotadas estejam alinhadas às práticas ESG com ênfase em mudança do clima e aspectos socioambientais; 
  • Garantir que em todas as operações da Copel a segurança do trabalho seja rigorosamente observada; 
  • Garantir o constante aprimoramento do nível de segurança cibernética de Tecnologia da Informação e de Tecnologia da Operação; 
  • Não atuar em segmentos que não estejam relacionados à sua atividade principal; e 
  • Investir em negócios aderentes à Política de Investimento e ao Planejamento estratégico, tendo como fundamentos e pilares a descarbonização, integração com escala, disciplina de capital e inovação.

As respostas aos riscos serão inseridas dentro das seguintes categorias: aceitar, evitar, aceitar e expandir a meta de desempenho, reduzir e compartilhar. Os responsáveis pelo risco deverão tratar o risco de acordo com a prioridade atribuída e aplicar as respostas apropriadas ao risco no contexto dos objetivos de negócio e das metas de performance. 

Boletim de evento climático

Copel informa que o Paraná enfrenta, neste sábado (7), o pior evento climático sob o ponto de vista da abrangência dos efeitos sobre a rede de energia que abastece o Estado. "É a maior contingência do ano, como parte de mais um evento climático consecutivo do El Niño. Nosso plano de trabalho está ativo, com equipes distribuídas por todo o Estado no atendimento às demandas dos clientes que registraram desligamentos. É um trabalho contínuo para o restabelecimento da energia, com segurança, o mais rápido possível", afirma o diretor-geral de Distribuição da Copel, Denis Mollica. Neste momento, as equipes de manutenção trabalham no restabelecimento da energia para 424 mil unidades consumidoras desligadas pelos temporais. O pico de desligamentos resultante das tempestades que avançaram pelo território paranaense variou ao longo do dia, tendo alcançado 493,1 mil unidades consumidoras em todas as regiões no fim da tarde. Com o deslocamento do evento climático severo em direção ao Norte e Noroeste do Estado no fim de tarde e início de noite deste sábado, o número de interrupções pode aumentar, conforme o impacto das tempestades sobre o sistema de distribuição de energia. O maior volume de interrupções de energia por temporais registrado neste ano havia ocorrido no domingo de 4 de outubro, às 7h40, quando 325 mil unidades consumidoras desligaram no pico.