
A Usina Hidrelétrica Governador Bento Munhoz da Rocha Netto (Foz do Areia), em Pinhão, reduziu em mais de meio metro o nível de seu reservatório nas últimas 48 horas. Nesta sexta-feira (11), o armazenamento chegou a aproximadamente 87%.
A usina está liberando cerca de 3 milhões de litros de água por segundo, como estratégia para rebaixar o reservatório frente às previsões do Simepar, o Sistema Meteorológico do Paraná, que apontam para novos episódios de chuvas fortes na bacia do Iguaçu até o domingo (13).
As decisões relativas à operação das usinas são coordenadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), órgão federal.
Prevenção
Com esse espaço adicional de armazenamento, Foz do Areia vai receber, nas próximas semanas, as vazões da porção mais alta do Iguaçu, que inclui União da Vitória. Esta região acumula água proveniente de todas as nascentes do rio Iguaçu – uma área que corresponde a cerca de 12% do território paranaense.
Foz do Areia está a cerca de 100 km, rio abaixo, de União da Vitória e, no caminho, o leito do Iguaçu tem características naturais que interferem na vazão da água. Entre União da Vitória e Porto Vitória, há curvas e trechos de corredeiras que reduzem a velocidade e favorecem o acúmulo de água e inundações.
Ao chegar à região de Porto Vitória, a capacidade de escoamento do rio diminui ainda mais devido a uma elevação natural do terreno conhecida como Platô de Basalto. Essa formação geológica funciona como uma barreira natural para o fluxo das águas.
Como consequência, as cheias na região ocorrem de forma gradual: o nível do rio sobe lentamente, mas também demora para baixar após o período chuvoso. Como as margens são amplas e mais planas, a água ocupa extensas áreas e permanece acumulada por longos períodos.
Ação coordenada
A Copel mantém comunicação permanente com a Defesa Civil e reforça que as comunidades ribeirinhas e frequentadores dos rios devem elevar a atenção e evitar áreas de risco nesses períodos.
A situação hidrológica dos rios onde a Copel opera reservatórios pode ser acompanhada na página de monitoramento da Copel, no endereço www.copel.com/mhbweb


