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Equipamento gigante chega à Usina da Copel que está em obras no litoral 

A Copel avança no projeto de modernização da Usina Parigot de Souza, em Antonina (PR), com a entrega do estator, maior componente do gerador de energia que está sendo renovado. O equipamento começa a ser instalado neste mês de setembro. 

Essa atualização tecnológica da usina conta com um investimento de R$ 300 milhões e prevê a substituição ou reforma dos principais componentes dos quatro geradores. As obras estão sendo executadas em uma máquina de geração de cada vez, o que garante a operação contínua da hidrelétrica. A primeira deve voltar a operar, renovada, até novembro deste ano e, logo em seguida, começa a desmontagem da segunda unidade. 

O estator recém-chegado pesa 87 toneladas e mede 5,5 metros de diâmetro por 3 metros de altura. A peça foi fabricada em Araraquara (SP) e transportada de caminhão, dividida em duas partes, até o litoral paranaense. A separação também foi necessária para que o equipamento pudesse entrar pelos túneis de acesso à casa de força da usina.  

Para o funcionamento do gerador, essas duas partes principais atuam de forma integrada: uma fixa (o estator) e uma móvel (o rotor). O estator é o componente externo, um grande cilindro composto por bobinas de fios de cobre. O rotor é o núcleo giratório, acoplado diretamente à turbina. 

Quando o fluxo de água movimenta as turbinas e faz o rotor girar no interior do estator, o movimento induz uma corrente elétrica nos fios de cobre. A eletricidade gerada é conduzida para transformadores externos e segue por redes de transmissão e distribuição até chegar aos clientes. 

A Usina – Em operação desde 1970, a Usina Parigot de Souza possui 260 MW de potência instalada, o suficiente para abastecer 750 mil pessoas. O empreendimento é a maior casa de força subterrânea da região Sul do país, construído no interior de uma montanha na Serra do Mar. 

Seu reservatório está localizado a 50 quilômetros de distância, em Campina Grande do Sul, e a água é conduzida por um túnel de 15 quilômetros que atravessa a montanha. No percurso, passa por uma chaminé de equilíbrio para alívio de pressão e desce por um duto de 1.080 metros. O desnível de 750 metros faz com que a água atinja a velocidade de 426 km/h, assegurando alta eficiência energética antes de ser devolvida ao rio Cachoeira.

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