
A Copel concluiu, no fim de setembro, uma série de obras de infraestrutura elétrica para fortalecer a qualidade e a segurança do fornecimento de energia a 38 mil clientes do Litoral e da Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Com investimento de R$ 18,3 milhões, as ações focaram na reconfiguração de circuitos, na troca de fiação antiga por cabos protegidos contra maresia e vegetação e na instalação de equipamentos automatizados que permitem isolar falhas e restabelecer a energia de forma remota e mais ágil.
As melhorias atingem diretamente 70 quilômetros de redes, beneficiando os municípios de Matinhos, Guaratuba e Morretes, no Litoral, além de Contenda, Mandirituba, Agudos do Sul, Araucária, Balsa Nova e São José dos Pinhais, na RMC. A iniciativa amplia a qualidade do sistema para a temporada de verão, quando a chegada de turistas aumenta o consumo.
A divisão de circuitos é uma técnica que fragmenta redes antes extensas em trajetos menores e independentes. Esse “redesenho” pode ser comparado ao trânsito de uma grande cidade: em vez da dependência de uma única avenida para todo o fluxo de veículos, são criadas vias paralelas. Caso uma árvore caia sobre os fios ou ocorra um acidente com poste, apenas um trecho mais restrito tem a energia interrompida, enquanto o restante permanece com o fornecimento em funcionamento.
“Além de cabos mais modernos, com maior capacidade de condução, a divisão de circuito permite maior quantidade de carga para atender toda a demanda da região e fornece uma energia dentro dos padrões e mais estável”, explica o gerente de Construção e Manutenção de Redes da Região Metropolitana Sul e Litoral, Douglas José Medeiros Menegolla. “Em uma eventual ocorrência, a quantidade de consumidores que sofrem com o desligamento também é reduzida, uma vez que os clientes estarão atendidos em circuitos diferentes”, complementa.
Litoral
Em Matinhos, duas grandes frentes de obras somaram R$ 3,7 milhões. O circuito Canoas (R$ 2,6 milhões) foi modernizado com troca de cabos e postes, além de ganhar equipamentos de comandos a distância. “A instalação de equipamentos automatizados facilita a localização de eventuais defeitos da rede, agiliza a recomposição e permite manobras de rede por telecomando”, expõe Menegolla. Já a criação do circuito Miraguaia (R$ 1,1 milhão) aliviou a demanda do alimentador Flamingo. Os alimentadores transportam a energia em média tensão das subestações aos transformadores, responsáveis por distribuir a energia para casas, comércios, indústrias e outros estabelecimentos.
Em Morretes, a Copel construiu 12 quilômetros de redes para compor um novo alimentador na subestação que leva o nome do município. O investimento de R$ 2,5 milhões reduz a extensão do circuito atual e, consequentemente, reduz a duração e a frequência de desligamentos. O empreendimento tem foco nos moradores da área rural, favorecendo o turismo regional. A nova linha Rio Sagrado descongestiona o antigo traçado e assegura eletricidade estável e sem oscilações para quem vive e produz no campo.
A companhia também aplicou R$ 400 mil na substituição de cabo do circuito Damião, em Guaratuba, levando em consideração a demanda da alta temporada no litoral e o ambiente agressivo da maresia.
RMC
Na RMC, o maior investimento individual ficou em Contenda, com R$ 3,7 milhões destinados para a construção de 16 quilômetros de redes com o objetivo de dividir o alimentador Serrinha. A estrutura cria rotas alternativas imediatas para melhorar o índice de confiabilidade do sistema, além de criar opções para manobras em casos de emergência.
Em Mandirituba e Agudos do Sul, foram investidos R$ 3,1 milhões em substituição de cabos e reforço do alimentador Limeira, totalizando 19 quilômetros de rede. O tronco principal da fiação foi remanejado para a margem da rodovia, facilitando o acesso das equipes de manutenção e beneficiando diretamente mais de 1,5 mil unidades consumidoras.
Em São José dos Pinhais, a companhia investiu R$ 2,7 milhões na implantação de cabos protegidos e reguladores automáticos no circuito Acioly.
O pacote de ações para a RMC contempla ainda a reconfiguração do circuito Campestre, em Araucária. O investimento de R$ 1,1 milhão permite que o novo traçado contorne a represa do Passaúna. “Dessa forma, se a rede desligar, a recomposição é mais fácil”, destaca o gerente.
A Copel também aplicou R$ 1,1 milhão na modernização em São Luiz do Purunã, em Balsa Nova, dividindo a carga da Subestação Campo Largo.
As frentes de trabalho deste pacote foram executadas de forma escalonada, com entregas entre o fim de agosto e a conclusão definitiva no fim de setembro.


