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Vazões aumentam em todo o rio Iguaçu

A Copel informa que, em virtude das chuvas registradas neste feriado em diversos pontos do Estado, as vazões nos rios onde a empresa opera usinas hidrelétricas seguem subindo e os vertedouros das barragens seguirão abertos para manter as represas em níveis seguros de operação.

No rio Iguaçu existem seis grandes usinas hidrelétricas – três operadas pela Copel. Na região centro-sul do Estado, onde estão as usinas Gov. Bento Munhoz da Rocha Netto (Foz do Areia) e Gov. Ney Braga (Segredo), desde a madrugada deste dia 12, o acumulado de chuvas chegou a valores da ordem de 100 mm, bem acima do apontado nas previsões.  

Diante desse cenário, em Foz do Areia, a Copel está mantendo a geração de energia em potência máxima e abriu todas as comportas do vertedouro – assim, a quantidade de água que está sendo liberada rio abaixo é equivalente ao volume que está chegando no reservatório – estratégia que evita agravar os alagamentos rio acima, na região de União da Vitória.

A segunda usina da cascata, Segredo, também está gerando mais energia e aumentou o vertimento, mantendo o reservatório próximo de 95% de armazenamento. O mesmo acontece na Usina Gov. José Richa (Salto Caxias), na região sudoeste do Paraná, que elevou a vazão vertida neste feriado.

As chuvas intensas no alto e médio Iguaçu e a consequente elevação das vazões em toda a bacia deve levar também ao aumento do volume de água que chega às Cataratas, em Foz do Iguaçu. Ao meio-dia desta quinta (12), a vazão estava próxima de 6 milhões de litros por segundo, mas há previsão desse número chegar a cerca de 11 milhões de litros por segundo nas próximas horas. A vazão média histórica nas Cataratas é de 1,5 milhão de litros por segundo.

A Usina Gov. Jayme Canet Jr (Mauá), localizada no rio Tibagi, e a represa do Capivari que alimenta a Usina Gov. Parigot de Souza – seguem com comportas abertas.

AÇÃO COORDENADA – A abertura dos vertedouros é um procedimento padrão para garantir a segurança das barragens e da população.  As decisões relativas à operação das usinas são tomadas de forma coordenada com as empresas responsáveis pelas demais usinas hidrelétricas e comando do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

A Copel reforça que as comunidades ribeirinhas e frequentadores dos rios devem aumentar a atenção e evitar áreas de risco nesses períodos de cheia.  

A situação hidrológica dos rios onde a Copel opera reservatórios pode ser acompanhada na página de monitoramento da Copel, no endereço www.copel.com/mhbweb

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Boletim de evento climático

Copel informa que o Paraná enfrenta, neste sábado (7), o pior evento climático sob o ponto de vista da abrangência dos efeitos sobre a rede de energia que abastece o Estado. "É a maior contingência do ano, como parte de mais um evento climático consecutivo do El Niño. Nosso plano de trabalho está ativo, com equipes distribuídas por todo o Estado no atendimento às demandas dos clientes que registraram desligamentos. É um trabalho contínuo para o restabelecimento da energia, com segurança, o mais rápido possível", afirma o diretor-geral de Distribuição da Copel, Denis Mollica. Neste momento, as equipes de manutenção trabalham no restabelecimento da energia para 424 mil unidades consumidoras desligadas pelos temporais. O pico de desligamentos resultante das tempestades que avançaram pelo território paranaense variou ao longo do dia, tendo alcançado 493,1 mil unidades consumidoras em todas as regiões no fim da tarde. Com o deslocamento do evento climático severo em direção ao Norte e Noroeste do Estado no fim de tarde e início de noite deste sábado, o número de interrupções pode aumentar, conforme o impacto das tempestades sobre o sistema de distribuição de energia. O maior volume de interrupções de energia por temporais registrado neste ano havia ocorrido no domingo de 4 de outubro, às 7h40, quando 325 mil unidades consumidoras desligaram no pico.