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Rio Iguaçu recebe 5 mil surubins criados em estação ambiental da Copel

A Copel realizou, desde o começo do ano, a soltura de mais de 5 mil alevinos de surubim-do-Iguaçu (monjolo) – maior peixe nativo do Rio Iguaçu e que consta na lista das espécies da fauna ameaçada de extinção no Paraná, divulgada por meio do Decreto Estadual 6.040/2024.

A legislação categoriza as espécies pelo grau de risco – vulnerável, em perigo, criticamente em perigo e possivelmente extinta – considerando a distribuição geográfica, tamanho da população e registros de redução, número de indivíduos maduros no grupo e fatores de ameaça. Na avaliação mais recente, o surubim-do-Iguaçu foi classificado como ‘em perigo’ de extinção.

Com a ação de repovoamento deste ano, a Copel encerra o mais recente ciclo de reprodução em cativeiro do surubim, conduzido na Estação Experimental de Estudos Ictiológicos da companhia – complexo em atividade desde 1992 e localizado no município de Reserva do Iguaçu, junto à Usina Hidrelétrica Governador Ney Braga (Usina Segredo).  

A primeira soltura de peixes criados pelas equipes da companhia aconteceu em 1997 e, até o momento, a empresa já contabilizou mais de 800 mil alevinos de diversas espécies saídos dos tanques da Estação para repovoar rios paranaenses. 

Com o estudo pioneiro realizado na Estação, foi possível desenvolver uma metodologia de reprodução artificial bem-sucedida que vem garantindo produção constante.  

“A soltura desses 5 mil indivíduos de surubim nas águas do Iguaçu ocorreu próximo à foz dos afluentes, onde as condições ambientais são mais favoráveis ao desenvolvimento deles. Essa ação representa um importante reforço para a população da espécie na região da Usina Segredo”, explica o engenheiro de pesca da Copel, Junior Dasoler Luchesi.

A produção anual varia conforme o clima e fatores ecológicos. Neste último ciclo, houve uma desova estimada de 50 mil surubins, sendo que 5 mil deles atingiram as condições adequadas para serem introduzidos na natureza: pelo menos 90 dias de vida e peso mínimo de 110 gramas.  

“Como o surubim é uma espécie conhecida por ter hábitos de canibalismo, é necessária uma grande produção de ovos para se chegar ao final do processo reprodutivo em cativeiro com uma quantidade relevante de indivíduos prontos para soltura”, completa o especialista. 

Na Estação da Copel, o ciclo reprodutivo do surubim-do-Iguaçu começa em novembro ou dezembro, durante o período de defeso, quando a pesca é proibida e as temperaturas estão mais altas. O processo envolve a seleção de matrizes reprodutoras, tratadas com hormônios para estimular a produção de gametas, coletados para fertilização in vitro. Para ampliar a diversidade genética, os reprodutores são identificados com chips, o que permite um controle rigoroso dos cruzamentos. 

Os ovos fecundados vão para incubadoras, e, em três dias, originam larvas transferidas para tanques externos, onde ficam até atingirem o tamanho necessário para soltura – trabalho feito ao longo dos primeiros meses do ano que se inicia.

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