Notícias

Copel reforça campanha por direitos LGBTI+

Hoje o mundo lembra o Dia Internacional contra a Homofobia e a Transfobia, data na qual, em 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças (CID). Desde então, o 17 de maio virou símbolo da luta por direitos humanos e pelo respeito à diversidade sexual, contra a violência e o preconceito. 

Em 2018, a OMS também deixou de considerar a transexualidade como um transtorno mental da CID. Esse foi um passo importante para a redução do estigma e da discriminação em relação a essa população e para a garantia de acesso à saúde.  

No entanto, muito ainda precisa ser feito. De acordo com o último dossiê da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), pelo 13º ano o Brasil continuou sendo o país que mais mata essa população. Pelo menos 140 pessoas trans foram assassinadas no Brasil só em 2021, sendo 135 travestis e mulheres transexuais e cinco homens trans e pessoas transmasculinas. 

Para destacar a importância dos direitos humanos e da luta contra a LGBTfobia, a Copel preparou um mês de conscientização, com início em 17 de maio e duração até 28 de junho, marcado como Dia Internacional do Orgulho LGBT. Entre as ações, consta o lançamento de uma página de conteúdo sobre direitos LGBTI+ no canal de comunicação corporativa, para ampliar o conhecimento sobre o tema entre o público interno da empresa. 

Uma pesquisa realizada pela consultoria Mais Diversidade para mapear o perfil da comunidade LGBTQIA+ no mercado de trabalho revela que mais da metade dos entrevistados (54%) não sente segurança para falar abertamente sobre a própria orientação sexual ou identidade de gênero no ambiente profissional. Especialistas indicam que esse contexto pode refletir no relacionamento, produtividade e até na saúde mental desses profissionais. 

Legislação 

No Brasil, a Constituição Federal de 1988 não expressa de maneira explícita garantias voltadas para o grupo LGBTI+, nem há leis federais exclusivas sobre o tema. Entretanto, os princípios fundamentais declarados na Constituição de 1988 abrangem todos os indivíduos do país, incluindo toda a comunidade LGBTI+, além de estarem diretamente relacionados à Declaração Universal dos Direitos Humanos. 

Em 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão emblemática, equiparou a homofobia e a transfobia ao crime de racismo. A pena prevista é de um a três anos, podendo chegar a cinco anos em casos mais graves. Com a decisão, o Brasil se tornou o 43º país a criminalizar as práticas, de acordo com relatório da Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Intersexuais (Ilga). 

Direitos humanos e práticas ESG 

A Comissão de Diversidade da Copel, por meio da Política de Direitos Humanos, tem como uma de suas prioridades o fomento ao trabalho decente, em condições de liberdade, equidade e segurança, capaz de garantir uma vida digna. 

Identificar fragilidades e aprimorar a forma como a empresa trata os temas ligados à diversidade é parte fundamental do aprimoramento contínuo da Copel em governança ambiental, social e corporativa – ESG (environmental, social and corporate governance). 

Recentemente, a Companhia assinou a Carta Compromisso com a Adoção e Implementação das Métricas do Capitalismo de Stakeholder, patrocinada pelo International Business Council (IBC), que representa a comunidade de negócios do Fórum Econômico Mundial. 

No capitalismo de stakeholder, as empresas buscam a criação de valor de longo prazo, levando em consideração as necessidades de todas as partes interessadas (empresas, fornecedores, colaboradores, consumidores) e a sociedade em geral.   

Nome social 

Uma das garantias asseguradas às pessoas trans na Copel é o direito ao nome social – termo pelo qual as pessoas preferem ser chamadas cotidianamente na comunidade em que convivem, em contraste com o nome civil registrado, que não reflete sua identidade de gênero.   

A norma interna NAC 040130 garante que todo empregado cuja identificação civil não reflita adequadamente sua identidade de gênero pode, a qualquer momento, adotar nome social no âmbito da Copel.  

As ações da empresa para a promoção da diversidade levam em consideração os compromissos assumidos pela Companhia com o Pacto Global da ONU e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS, em especial o ODS 8 – Trabalho decente e crescimento econômico, que está entre os ODS priorizados pelo setor elétrico brasileiro e pela Copel.  

Veja também

Nos últimos três anos, a Copel investiu R$ 846,7 milhões em intervenções de prevenção a interrupções de energia por eventos climáticos e em medidas de

Leia mais

A Copel realizou, na última semana, um mutirão de regularização de cabos de telecomunicações instalados no Centro Histórico de Paranaguá. Os trabalhos, que aconteceram entre

Leia mais

Com foco na melhoria da infraestrutura elétrica e na segurança do abastecimento de energia, a Copel está investindo R$ 23,5 milhões na construção de uma

Leia mais