A Copel está investindo R$ 971,6 milhões que serão destinados aos negócios de geração e transmissão de energia. São obras estruturantes que vão ampliar e reforçar as usinas hidrelétricas da Copel e as subestações de transmissão de energia, que são ligadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN), que transporta energia para todo o País.
Como parte do plano de investimentos da Copel em infraestrutura energética, as obras de ampliação das usinas hidrelétricas de Segredo e Foz do Areia avançam em 2026 e representam um dos mais importantes projetos de expansão da capacidade de geração da companhia. As duas iniciativas integram um programa de investimentos de aproximadamente R$ 5 bilhões até 2030, voltado ao fortalecimento da segurança energética e ao desenvolvimento sustentável do Paraná.


Para este ano, a Copel prevê investimentos de R$ 700 milhões nas obras, que ampliarão significativamente a capacidade instalada das duas maiores hidrelétricas da empresa, localizadas no Rio Iguaçu. Juntas, as ampliações acrescentarão 2,1 gigawatts (GW) de potência ao sistema, elevando a capacidade das usinas de 2,9 GW para mais de 5 GW. Com isso, será possível ampliar o atendimento energético equivalente a cerca de 6 milhões de clientes, reforçando a posição da Copel entre os principais agentes de geração de energia limpa e renovável do Brasil.
“Esses investimentos demonstram o compromisso da Copel com o futuro energético do Paraná e do País. Estamos ampliando ativos estratégicos já consolidados, com projetos que combinam eficiência, sustentabilidade e ganhos expressivos de capacidade de geração. Além de fortalecer a segurança energética, as obras impulsionam o desenvolvimento econômico das regiões onde estão inseridas”, afirma o diretor-geral da Copel Geração e Transmissão, Rogério Pereira Jorge.
Modernização da usina Parigot de Souza
A Copel está modernizando completamente a Usina Parigot de Souza, em Antonina. O investimento total será de R$ 300 milhões e incluirá a substituição dos principais componentes das quatro unidades geradoras de energia. Estão sendo modernizados os equipamentos responsáveis por transformar a força da água em energia elétrica. Em 2026, foram aplicados R$ 130 milhões nesse projeto.
Além disso, serão substituídos os cabos que transportam a energia gerada até a subestação da usina, na tensão de 230 mil Volts. O programa de modernização prevê ainda a reforma de um transformador. A primeira máquina está em fase final de reforma e deve voltar a operar ainda este ano.

“Essa modernização faz parte da estratégia da Copel de investir sempre em inovação e obter o melhor aproveitamento possível dos recursos naturais nas áreas onde atua. É um grande projeto, que contribui para a confiabilidade e o desempenho da usina, gerando benefícios para a sociedade, para os clientes, para os acionistas e para a sustentabilidade da empresa”, destaca o diretor-geral da Copel Geração e Transmissão. Rogério Pereira Jorge.
Reforço em transmissão de energia

A Copel fechou o primeiro semestre de 2026 com avanços significativos em seu programa de modernização e reforço de subestações de alta tensão. As estruturas compõem o Sistema Interligado Nacional (SIN) e são essenciais para o fornecimento seguro de energia em todo o Paraná.
Com um aporte total que ultrapassa os R$ 160 milhões em sete projetos estratégicos no Estado, a companhia já colocou em operação novos equipamentos em diversas regiões. Ao todo, o pacote de investimentos beneficia diretamente cerca de 2 milhões de clientes nas localidades atendidas por essas subestações.
O foco principal das intervenções é a substituição de equipamentos por versões mais modernas e o aumento da capacidade operacional do sistema para garantir que a infraestrutura elétrica acompanhe o desenvolvimento econômico e aumento da demanda por energia.
Na primeira metade do ano, quatro importantes subestações do interior paranaense tiveram novos equipamentos energizados.
Na Subestação Figueira, em Ibaiti, as intervenções previstas já foram integralmente concluídas. A unidade recebeu um novo transformador de grande porte e dois novos reatores – que ajudam a estabilizar a tensão da energia. O investimento de R$ 19 milhões melhora o desempenho operacional da instalação e a segurança no suprimento de energia para 210 mil clientes.
O projeto na Subestação Maringá também já é realidade. A unidade passou pela substituição de um transformador, em uma obra orçada em R$ 15,4 milhões. O foco dessa renovação é atender com ainda mais qualidade os 360 mil clientes vinculados à estrutura.
As instalações nas subestações Londrina e Ponta Grossa Sul também concluíram a primeira fase de suas obras recentemente, reforçando a confiabilidade do sistema. Em Londrina, um dos dois transformadores de grande porte previstos no plano de investimentos já foi substituído e está em pleno funcionamento.
Já em Ponta Grossa, o primeiro dos dois novos transformadores também opera normalmente. O equipamento garante a redução da tensão de forma segura e eficiente para os níveis utilizados na rede de distribuição local.
Nos próximos meses, a Subestação Campo Comprido, em Curitiba, terá dois transformadores trocados. O investimento de R$ 25,4 milhões é totalmente focado na eficiência e na segurança do atendimento à Região Metropolitana de Curitiba (RMC).
Na Subestação Uberaba, também na capital, está programada a entrada em operação de um novo transformador de grande capacidade. A intervenção reforça a rede com recursos na ordem de R$ 16,5 milhões. Juntas, as duas melhorias na vão beneficiar 495 mil clientes.
O planejamento para os próximos meses prevê, ainda, a conclusão definitiva das etapas no interior do Estado. Isso inclui a instalação e a energização dos segundos transformadores nas subestações Londrina e Ponta Grossa Sul.
Outro destaque para esta segunda fase de entregas é a ampliação da subestação Campo Mourão. Os equipamentos atuais darão lugar a outros de maior capacidade, que vai aumentar a potência de transformação em 50% – de 300 MVA para 450 MVA, no total. O empreendimento de R$ 34,4 milhões será fundamental para suportar o crescimento da carga na região Noroeste e fortalecer o desenvolvimento econômico regional.


