
Dezesseis escolas estaduais e municipais já tiveram as intervenções do Programa de Eficiência Energética (PEE) da Copel concluídas. A iniciativa proporciona mais conforto para alunos e professores com a instalação de aparelhos de ar-condicionado, modernização da iluminação, substituição de equipamentos e instalação de sistemas de geração solar, quando aplicável. Com investimento de R$ 40 milhões, 200 escolas em todo o Paraná estão recebendo as melhorias. As primeiras escolas que tiveram o programa concluído estão no Noroeste do Estado.
O primeiro ciclo de entregas reúne escolas de municípios como São Jorge do Patrocínio, Esperança Nova, Alto Piquiri, Perobal, Cafezal do Sul, Iretama, Jussara, Mandaguari, Barbosa Ferraz, Apucarana, Corumbataí do Sul, Brasilândia do Sul e Sarandi. O Colégio Estadual Ministro Petrônio Portela, em São Jorge do Patrocínio, foi a primeira unidade contemplada pelo programa a ter todas as melhorias finalizadas.
Para Ciro Yoshimi Yabushita, diretor-geral do Colégio Estadual Ministro Petrônio Portela, de São Jorge do Patrocínio, que atende 400 alunos, ser uma das primeiras instituições de ensino do Paraná contempladas pelo Projeto Copel Escola representa um avanço importante para a comunidade escolar. “Mais do que gerar energia limpa, esse projeto proporciona aos nossos alunos uma oportunidade de aprender, na prática, sobre preservação ambiental, inovação e uso consciente dos recursos naturais. Essa iniciativa fortalece a educação pública e contribui para a formação de cidadãos mais conscientes e preparados para o futuro”, afirma.
Nas 16 escolas já atendidas, a Copel instalou 537 placas fotovoltaicas, substituiu 408 lâmpadas por modelos LED, renovou 20 aparelhos de ar-condicionado e trocou sete refrigeradores por equipamentos mais eficientes. As soluções foram definidas de acordo com as necessidades de cada instituição e as condições estruturais identificadas durante a elaboração dos projetos.
Infraestrutura e Eficiência
Segundo o gerente de Eficiência Energética da Copel, Marcio Palharim, o trabalho combina modernização da infraestrutura escolar e uso mais eficiente dos recursos públicos. “Cada escola recebeu um projeto adequado à sua realidade, com soluções voltadas à redução do consumo de energia e à melhoria das condições de ensino. Além da economia gerada, as intervenções contribuem para ambientes mais confortáveis para alunos e professores e ampliam a capacidade das instituições de direcionar recursos para outras necessidades da área educacional”, destaca Palharim.
Além da redução do consumo de energia, as melhorias impactam diretamente a rotina das comunidades escolares. Ambientes mais bem iluminados, equipamentos mais eficientes e melhores condições de climatização contribuem para o bem-estar de estudantes, professores e demais profissionais da educação.
Para Magna Martins, diretora do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Criança Feliz, de Corumbataí do Sul, a implantação do sistema de energia solar representa uma oportunidade de otimizar recursos e ampliar os investimentos na educação. “Além de reduzir os custos com a conta de luz, o investimento permite que recursos antes destinados ao pagamento de tarifas sejam direcionados para melhorias na infraestrutura, aquisição de materiais pedagógicos e fortalecimento da qualidade do ensino. É uma iniciativa que beneficia toda a comunidade escolar e deixa um legado importante para as futuras gerações”, afirma.
Os benefícios das melhorias também são percebidos em outras instituições contempladas pelo programa. Para Aparecida Josefina Rondis, diretora do Colégio Estadual Papa João XXIII, de Alto Piquiri, a instalação das placas solares representa um avanço que vai além da modernização da infraestrutura escolar. “A geração de energia limpa contribui para a redução dos custos com energia elétrica, permitindo que mais recursos sejam direcionados para ações que beneficiam diretamente nossos estudantes e o ambiente escolar. Além disso, nossos alunos passam a conviver diariamente com uma tecnologia que incentiva a consciência ambiental e demonstra, na prática, a importância do uso de fontes de energia renováveis. É um investimento que fortalece a escola e proporciona benefícios para toda a comunidade escolar”, diz.
As intervenções fazem parte de um projeto que une eficiência energética, sustentabilidade e educação. Em algumas escolas, os sistemas fotovoltaicos também se tornam ferramenta para abordar o tema da geração de energia renovável em sala de aula, aproximando os estudantes de conceitos ligados ao uso consciente dos recursos naturais.
O Programa de Eficiência Energética da Copel prevê investimento de R$ 40 milhões em 200 escolas públicas paranaenses, sendo 100 da rede estadual e 100 da rede municipal. O programa é regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). As instituições foram selecionadas com base em critérios técnicos e socioeconômicos, como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dos municípios, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) das escolas e indicadores de consumo de energia.
Ao final da execução, que será em 2027, estão previstas a instalação de 6.467 placas fotovoltaicas, a substituição de 10.540 lâmpadas e a renovação de 442 equipamentos, entre aparelhos de ar-condicionado e refrigeradores. A iniciativa deve beneficiar cerca de 77 mil estudantes em todas as regiões do Paraná.


