O que é o Fio B? Fio B é um dos componentes que integram a chamada Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD). Essa tarifa remunera o custo da infraestrutura local de distribuição que inclui a instalação, operação e manutenção de postes, transformadores, infraestrutura de cabos de energia e o atendimento ao cliente.
1. Posso vender a energia solar gerada para a Copel?
Não. Conforme o Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE), o excedente injetado vira créditos em kWh (quilowatt-hora). Esses créditos abatem o que é consumido pela própria unidade consumidora ou por outras unidades da mesma titularidade pelo período de até 60 meses.
2. O que é a “Taxação do Sol” e quanto pago em 2026?
O Marco Regulatório da Geração Distribuída (Lei 14.300) instituiu a cobrança gradual do Fio B. Protocolos até 07/01/2023 ficam isentos até 2045 do pagamento da taxa de uso do fio. Para entradas posteriores o pagamento é escalonado: 60% em 2026, 75% em 2027, 90% em 2028 e 100% a partir de 2029.
3. O que a REN 1.000/2021 muda nos meus direitos?
A Resolução da ANEEL unifica regras e fixa prazos rígidos para análise de projetos e vistorias. Se a homologação atrasar por responsabilidade exclusiva da Copel, há a compensação financeira automática na fatura.
4. Já tenho energia solar. Posso instalar mais painéis diretamente?
Não. Todo e qualquer aumento de potência instalada representa alteração técnica e requer aprovação prévia. Instalar placas solares sem vistoria e sem informar à concessionária de energia configura ligação à revelia, sujeita à suspensão imediata do fornecimento por motivo de segurança (art. 353 da REN 1.000/2021).
5. Qual sistema devo usar: PEW ou CAW?
PEW para projetos de microgeração com potência igual ou inferior a 75 kW. CAW para projetos de minigeração acima de 75 kW, conexões de grande porte e unidades em média tensão.
6. Como funciona o orçamento de conexão? O que são ERD e ERC?
A Copel calcula se a rede suporta a injeção da energia gerada ou se necessita de reforços. O Encargo de Responsabilidade da Distribuidora (ERD) é a parcela assumida pela distribuidora. Já o Encargo de Responsabilidade do Cliente (ERC) é o valor excedente que fica sob responsabilidade do cliente acessante.
7. Por que um projeto pode ser reprovado em segurança e proteção?
Causas habituais de reprovação de um projeto são a ausência de estudos de proteção de média tensão e falhas na parametrização anti-ilhamento. Esses estudos são indispensáveis em plantas fotovoltaicas > 300 kW e térmicas/hidrelétricas > 75 kW para garantir a segurança dos eletricistas de campo.