As vazões de água que chegaram aos reservatórios das usinas da Copel, no rio Iguaçu, atingiram os maiores patamares do ano no fim de semana. Em menos de 24 horas, a vazão de entrada triplicou em Foz do Areia e dobrou em Segredo e Salto Caxias, após as chuvas registradas no Paraná desde sexta-feira.
Os maiores registros ocorreram entre a tarde de sábado (24) e a manhã de domingo (25), em um cenário de aumento das vazões em toda a bacia do Iguaçu. A elevação foi observada nas três grandes hidrelétricas da companhia instaladas no rio, que seguem com comportas abertas para escoar essas altas vazões e manter o controle do nível dos reservatórios.
A vazão de entrada, também chamada de afluente, corresponde à quantidade de água que chega ao reservatório em determinado intervalo de tempo. Na Usina de Foz do Areia, que recebe água de toda a cabeceira do rio Iguaçu, a vazão afluente ultrapassou os 6 milhões de litros por segundo, no sábado. O volume é equivalente ao registrado na cheia de 2023.
Descendo o rio, na Usina de Segredo, foi registrado um pico de 9 milhões de litros de água entrando no reservatório, no sábado — maior vazão afluente desde a entrada em operação do empreendimento, em setembro de 1992.
A Usina de Salto Caxias está localizada no Sudoeste do Paraná, mais próxima à foz do rio, e recebeu uma vazão de 17,5 milhões de litros por segundo na manhã de domingo – terceira maior desde a inauguração da usina, em 1999.
As vazões registradas na região de Salto Caxias refletem os efeitos das chuvas em toda bacia do Iguaçu, que abrange aproximadamente 70,8 mil km² e cerca de 28% do território paranaense.
Os efeitos das chuvas na bacia também se refletiram nas Cataratas do Iguaçu, que registraram a maior vazão de 2026 na madrugada desta segunda-feira (26) — 17,7 milhões de litros de água por segundo, quase 12 vezes a média histórica de 1,5 milhão de litros por segundo.
AÇÃO COORDENADA – As decisões relativas à operação das usinas são coordenadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A Copel mantém comunicação permanente com a Defesa Civil e reforça que as comunidades ribeirinhas e frequentadores dos rios devem aumentar a atenção e evitar áreas de risco nesses períodos de cheia. As vazões nos reservatórios da Copel podem ser acompanhadas na página: www.copel.com/mhbweb.


