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Projeto de capacitação profissional apoiado pela Copel forma 22 refugiadas em Curitiba

Formação incluiu conteúdos sobre gestão e logística no comércio virtual, participação política, direitos trabalhistas e prevenção contra violência e racismo – Foto: Museu Paranaense

Vinte e duas mulheres integrantes do projeto Empoderando Refugiadas participaram de uma formatura nesta quarta-feira (19), no Museu Paranaense, em Curitiba. A iniciativa tem o objetivo de promover a inserção de refugiadas no mercado de trabalho brasileiro por meio de capacitação profissional e fortalecimento da autonomia financeira. A Copel é parceira da ação.  

“O Empoderando Refugiadas reforça o compromisso da Copel com a inclusão e a geração de oportunidades”, contextualiza a superintendente de Sustentabilidade da companhia, Luísa Nastari. “Estamos contribuindo para que essas mulheres fortaleçam sua autonomia, desenvolvam novas habilidades e ampliem as perspectivas de futuro”, complementa.  

As 22 formandas, vindas de Cuba e da Venezuela, fizeram um curso do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) sobre Gestão e Prática Logística no e-commerce com 42 horas de duração. Além disso, tiveram oficinas sobre Direitos Trabalhistas, Prevenção de Violência Baseada em Gênero e Racismo e Participação Política. 

“Eu estava muito bloqueada para me comunicar em português. Quando comecei o curso e recebi uma caneta e um caderno, comecei a tremer. Pensei: ‘Meu Deus, tem que escrever em português!’ Até então, eu falava bastante pelo telefone, mas escrever era uma experiência muito difícil para mim”, conta Yulaida Malave, vinda da Venezuela.  

Segundo ela, a capacitação abriu portas e, principalmente, “abriu corações”. “Conheci muitas amigas cubanas e venezuelanas e descobri que, mais do que um curso e uma oportunidade, estávamos vivendo uma experiência de união e companheirismo. Também foi muito importante saber que existem pessoas no Brasil dispostas a nos ajudar, com paciência e carinho. Sou muito grata por tudo o que vivi aqui”, compartilha. 

Após a entrega dos diplomas na cerimônia de formatura, foi servido um lanche típico peruano preparado por migrantes do país latino-americano. A ação gerou renda direta para a comunidade migrante local. A programação incluiu, ainda, uma visita mediada pelo museu e a Feira de Empregabilidade.  

Duas empresas participaram da feira. Foi uma oportunidade estratégica de conexão entre as formandas e o mercado corporativo. O evento reforça o compromisso do projeto com a autonomia financeira e a dignidade das participantes. 

Voluntários copelianos são parceiros da iniciativa desde 2022 

É o quarto ano consecutivo que a Copel apoia a iniciativa. A companhia é parceira desde a primeira edição em Curitiba, em 2022. Com a ação, a empresa reafirma o seu compromisso com a agenda ambiental, social e de governança (ESG), além da promoção dos direitos humanos. A Copel mobiliza a sua rede de voluntariado corporativo, integrante do programa EletriCidadania, para viabilizar a participação das alunas nas aulas.  

Nesta quarta edição, colaboradores da Copel organizaram atividades de recreação para os filhos das estudantes. Além disso, a oficina sobre Direitos Trabalhistas foi ministrada por uma advogada voluntária, aposentada da Copel. “Acreditamos que a verdadeira inclusão não se faz apenas com intenções, mas com ações estruturadas”, resume a coordenadora do EletriCidadania, Adriana de Campos Souza.  

O Empoderando Refugiadas é liderado pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU) no Brasil e ONU Mulheres. A implementação em Curitiba aconteceu pela ação da Cáritas Brasileira Regional Paraná. O projeto começou em São Paulo em 2016 e, em 2026, outras três cidades brasileiras estão com atividades relacionadas à iniciativa: Boa Vista, Porto Alegre e São Paulo. 

Desde o início, o Empoderando Refugiadas ultrapassa a marca de 956 formadas, incluindo as que participaram da cerimônia nesta quarta-feira, em Curitiba. Mais de 370 foram contratadas durante ou logo após a participação, além de outros 142 refugiados familiares das formandas.  

O Empoderando Refugiadas abre portas para mulheres 50+, LGBTQIA+, mulheres com deficiências ou mães que são as únicas provedoras de renda de famílias com alguma pessoa com deficiência.  

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