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Copel investe R$ 20 milhões em energia solar para comunidades no litoral

Moradores participam da definição dos locais onde serão instalados os sistemas fotovoltaicos individuais
Foto: Leonardo Tadra Pruner

A Copel formalizou, na última semana, a assinatura do contrato para o fornecimento de energia elétrica com fonte solar para o litoral paranaense. O investimento, de aproximadamente R$ 20 milhões, leva energia limpa e renovável para 215 moradias. São 21 unidades consumidoras beneficiadas na Ponta Oeste da Ilha do Mel, em Paranaguá; 17 na aldeia indígena Pindoty, na Ilha da Cotinga, também em Paranaguá; e outras 177 situadas em nove comunidades tradicionais do Parque Nacional do Superagui, em Guaraqueçaba.    

As instalações, sem custo para o cliente, começam nos próximos dias e a previsão é de que as obras sejam concluídas até março do ano que vem. “Vencemos todas as etapas de aprovações das comunidades, conforme exige a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Agora, concluímos mais essa etapa de escolha e contratação do fornecedor”, afirma o superintendente de Engenharia da Distribuição, Edison Ribeiro da Silva. “Estamos implantando a tecnologia mais moderna em termos de eficiência e controle online da energia gerada”, complementa.  

O que a Copel leva às três ilhas são sistemas fotovoltaicos individuais para cada moradia, com estrutura em fibra de vidro ou em alumínio. Esses materiais são recomendados pela maior resistência ao processo corrosivo natural das regiões litorâneas. As estruturas garantem, no mínimo, consumo de 80 quilowatts-hora (kWh) por mês, podendo chegar a até 128 kWh/mês no verão. Os sistemas têm potência garantida de 1.250 watts e tensão de 127 volts, além de baterias com autonomia garantida de 48 horas, prevendo períodos de ausência de sol.  

Esse tempo é superior às 36 horas estabelecidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). “O litoral norte do Paraná tem uma condição histórica de registros bastante grande de dias nublados. Usamos essa característica específica da região como elemento para o dimensionamento do sistema”, explica o diretor comercial da Copel, Julio Omori.  

Os sistemas individuais ficarão o mais perto possível das moradias, com faixa de segurança de três metros no entorno. Essa área de segurança precisa garantir livre circulação, não pode ter edificações nem vegetação alta e deve permitir acesso dos técnicos da empresa para vistorias e manutenções.   

A formalização do início das instalações em breve é um marco importante numa trajetória de reuniões realizadas desde outubro de 2024 para ouvir a população envolvida. Por se tratar de um projeto em áreas de preservação ambiental e de tombamento cultural, as reuniões também tiveram a participação de diversos órgãos como Ministério Público do Estado do Paraná, Instituto Água e Terra (IAT), Secretaria de Estado da Cultura (SEEC), Governo do Estado e Prefeitura Municipal de Paranaguá. 

Direitos e deveres 

Entre os deveres da Copel neste projeto estão garantir energia no porte estabelecido (mínimo de 80 quilowatts-hora por mês), realizar a manutenção preventiva e atender emergências. Os consumidores, por sua vez, precisam manter livre acesso às instalações, zelar pelas estruturas, não interferir no sistema, utilizar a energia elétrica dentro do porte estabelecido, manter o cadastro atualizado e comunicar ocorrências emergenciais à Copel. 

Dentre as orientações de segurança repassadas pela Copel aos moradores está não compartilhar a ligação de energia com outras moradias. Os serviços de vistoria e manutenção serão realizados somente pela companhia e por empresas contratadas autorizadas. 

Locais atendidos 

O projeto levado pela Copel ao litoral do Paraná atende, além da Ponta Oeste da Ilha do Mel e da Ilha da Cotinga, em Paranaguá, nove comunidades no Parque Nacional do Superagui, em Guaraqueçaba. São elas Abacateiro, Ararapira, Barbados, Barra do Ararapira, Canudal, Saco do Morro, Sibuí, Vila Fátima e Vila Rita.  

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