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Fortes chuvas elevam vazões do Iguaçu no sudoeste do PR

As chuvas intensas que afetaram as regiões centro-sul e sudoeste do Paraná nesta sexta e sábado aumentaram de forma significativa e em pouco tempo as vazões do rio Iguaçu, que já vinha em uma situação de cheia.  As três usinas operadas pela Copel no rio Iguaçu – Foz do Areia, Segredo e Salto Caxias – estão com comportas abertas desde o início do mês de outubro e seguem nessa condição.   

As decisões relativas à operação das usinas da Copel são tomadas de forma coordenada com as empresas responsáveis pelas demais hidrelétricas e sob comando do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) visando manter as barragens seguras e, também, reduzir os impactos da cheia nos pontos mais sensíveis a alagamentos.  

SALTO CAXIAS – A região sudoeste, onde está localizada a Usina Salto Caxias, registrou acumulado de chuva acima de 100 mm nas últimas 24 horas. A vazão afluente (que chega à barragem da usina) triplicou da madrugada até o final da tarde deste sábado e, mesmo com as comportas abertas, em um intervalo de 10 horas, o nível do reservatório passou de 50% para 98% (às 18h de hoje). Diante disso, o vertimento precisou passar, hoje, de 4 mil m³/s para 13 mil m³/s, com possibilidade de chegar a 16 mil m³/s.     

Quando as vazões ultrapassam os 16 mil m³/s no trecho abaixo de Salto Caxias, o rio Cotegipe, afluente do rio Iguaçu pela margem esquerda, pode apresentar pontos de alagamento nos municípios de Nova Prata do Iguaçu, Realeza e Santa Isabel do Oeste. Isso ocorre porque o nível alto do Iguaçu prejudica o escoamento da água do Cotegipe.

Esse aumento no volume de água será percebido também nas Cataratas do Iguaçu, que está com vazão próxima de 7,7 mil m³/s e pode chegar a 15 mil m³/s ainda neste domingo.

SEGURANÇA – A Copel mantém contato permanente com a Defesa Civil, que orienta os moradores e prefeituras a respeito das providências a serem tomadas diante dos cenários registrados em cada usina. A Companhia reforça que as comunidades ribeirinhas e frequentadores dos rios devem aumentar a atenção nesses períodos de cheia. Quando as usinas estão com comportas abertas e vertendo, a correnteza aumenta tanto acima quanto abaixo da barragem e o risco de afogamentos e acidentes com embarcações também é maior.   

A situação hidrológica dos rios onde a Copel opera reservatórios pode ser acompanhada na página www.copel.com/monitoramento.

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Boletim de evento climático

Copel informa que o Paraná enfrenta, neste sábado (7), o pior evento climático sob o ponto de vista da abrangência dos efeitos sobre a rede de energia que abastece o Estado. "É a maior contingência do ano, como parte de mais um evento climático consecutivo do El Niño. Nosso plano de trabalho está ativo, com equipes distribuídas por todo o Estado no atendimento às demandas dos clientes que registraram desligamentos. É um trabalho contínuo para o restabelecimento da energia, com segurança, o mais rápido possível", afirma o diretor-geral de Distribuição da Copel, Denis Mollica. Neste momento, as equipes de manutenção trabalham no restabelecimento da energia para 424 mil unidades consumidoras desligadas pelos temporais. O pico de desligamentos resultante das tempestades que avançaram pelo território paranaense variou ao longo do dia, tendo alcançado 493,1 mil unidades consumidoras em todas as regiões no fim da tarde. Com o deslocamento do evento climático severo em direção ao Norte e Noroeste do Estado no fim de tarde e início de noite deste sábado, o número de interrupções pode aumentar, conforme o impacto das tempestades sobre o sistema de distribuição de energia. O maior volume de interrupções de energia por temporais registrado neste ano havia ocorrido no domingo de 4 de outubro, às 7h40, quando 325 mil unidades consumidoras desligaram no pico.