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Copel, UEL e a comunidade Kaingang constroem projeto para uso seguro e eficiente de energia  

A Copel GeT promoveu uma reunião na Terra Indígena Apucaraninha com o Cacique Juscelino Vergílio, lideranças locais, a professora Juliani Piai, do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Estadual de Londrina (UEL), com o objetivo apresentar à comunidade a proposta de um projeto voltado ao uso seguro e eficiente da eletricidade. Também participaram da reunião o Chefe da Coordenação Técnica Local da Funai Londrina, Marcos Cavalheiro, e a Secretaria de Assistência Social de Londrina, representada pela gerente Viviane Camacho.  

Juliani Piai explica que o projeto visa colaborar com a comunidade Kaingang, ao realizar um diagnóstico energético de casa em casa, identificando os principais usos de energia das famílias, hábitos e equipamentos utilizados. “O objetivo é orientar a comunidade sobre o uso adequado da energia elétrica, levando em consideração a cultura da Terra Indígena, promovendo uma redução dos gastos das famílias e a prevenção de acidentes”, afirma a professora. 

Segundo a analista socioambiental da Copel GeT, Franciele Alves da Silva, os próximos passos do projeto envolvem a organização da equipe de pesquisa, que incluirá mediadores da própria comunidade, e o agendamento das atividades de campo. “A previsão é que as visitas às casas das famílias comecem no mês de outubro”, diz. 

O projeto também conta com a aprovação do Ministério Público Federal de Londrina que tem acompanhado o processo desde o início.  

Redução nas contas 

Esse trabalho junto à Terra Indígena decorre de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado em 2002 pela Copel GeT, que determinou o pagamento à comunidade de uma compensação financeira anual pela geração de energia da Pequena Central Hidrelétrica Apucaraninha – localizada no território Kaingang e operada pela empresa. Desde então, essa compensação financeira vem sendo usada, conforme o acordo, para abater as faturas de energia elétrica dos moradores e o saldo restante repassado à comunidade por meio da Associação de Moradores. 

No entanto, em 2014, o consumo de energia na Terra Indígena Apucaraninha começou a superar os valores da compensação financeira, levando à necessidade de se promover ações para reequilibrar a situação. Com esforços coordenados e ações de atualização cadastral, realizadas pela Copel e pela Secretaria Municipal de Assistência Social de Londrina, o acesso à Tarifa Social de Energia Elétrica foi ampliado, chegando a aproximadamente 75% das unidades consumidoras da Terra Indígena este ano. Em 2018, o índice era de 51%. 

A Copel Distribuição também desempenhou um papel crucial, realizando obras de extensão de rede e a individualização de unidades consumidoras com a instalação de 80 novos padrões de energia elétrica, regularizando interligações em algumas residências que impediam a adesão à Tarifa Social. Como resultado dessas ações, em 2022, os valores da compensação financeira passaram a ser novamente suficientes para pagar todas as faturas de energia e, ainda, gerar um saldo positivo em favor da comunidade.  

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