{"id":7323,"date":"2020-09-16T09:00:53","date_gmt":"2020-09-16T12:00:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.copel.com\/hpcweb\/?p=7323"},"modified":"2022-10-03T11:24:00","modified_gmt":"2022-10-03T14:24:00","slug":"parana-trifasico-alcanca-12-mil-quilometros-de-novas-redes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.copel.com\/site\/noticias\/parana-trifasico-alcanca-12-mil-quilometros-de-novas-redes\/","title":{"rendered":"Paran\u00e1 Trif\u00e1sico alcan\u00e7a 1,2 mil quil\u00f4metros de novas redes"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.copel.com\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Parana-Trifasico-2-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7321\"\/><figcaption>Paran\u00e1 Trif\u00e1sico Balsa Nova (Foto: Ari Dias\/AEN)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O programa Paran\u00e1 Trif\u00e1sico, da Copel e do Governo do Estado, j\u00e1 implementou 1.245 quil\u00f4metros de novas redes de energia el\u00e9trica no Estado. Esse grande linh\u00e3o, como est\u00e1 sendo apelidado no Interior, j\u00e1 representa 5% do total de 25 mil quil\u00f4metros que ser\u00e3o implementados at\u00e9 2025. O investimento atingiu a marca de R$ 237 milh\u00f5es entre janeiro e setembro, ultrapassando o montante planejado inicialmente para este ano, na casa de R$ 210 milh\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A nova rede trif\u00e1sica est\u00e1 pulverizada por todo o Estado e as obras est\u00e3o gerando cerca de mil empregos diretos e indiretos no Paran\u00e1. Foram conclu\u00eddos 304 quil\u00f4metros no Centro-Sul (R$ 79,4 milh\u00f5es); 265 km no Leste, que compreende Curitiba, Regi\u00e3o Metropolitana, Campos Gerais e Litoral (R$ 59,5 milh\u00f5es); 228,3 km no Noroeste (R$ 53,8 milh\u00f5es); 212,4 km no Norte (R$ 23,6 milh\u00f5es); e 235,3 km no Oeste\/Sudoeste (R$ 20,4 milh\u00f5es).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 foram contempladas com as mudan\u00e7as, por exemplo, Adrian\u00f3polis, Almirante Tamandar\u00e9, Alt\u00f4nia, Astorga, S\u00e3o Luiz do&nbsp;Purun\u00e3, Matel\u00e2ndia, Capanema, Jaguaria\u00edva, P\u00e9rola, Ortigueira, Castro, Ponta Grossa, Santo Ant\u00f4nio da Platina e Mandagua\u00e7u. Os maiores trechos foram em Paulo&nbsp;Frontin, na regi\u00e3o Centro-Sul, que recebeu 12,2 quil\u00f4metros, e Ipor\u00e3, no Noroeste, com 8,6 km.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outros 3.119 quil\u00f4metros foram contratados e est\u00e3o em execu\u00e7\u00e3o. S\u00e3o 692,7 km no Centro-Sul; 701,9 km no Leste; 563,3 km no Noroeste; 479,6 km no Norte; e 681,9 km no Oeste\/Sudoeste.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A previs\u00e3o original \u00e9 de 2,5 mil quil\u00f4metros implementados em 2020, mas provavelmente essa marca ser\u00e1 superada nos pr\u00f3ximos quatro meses. Al\u00e9m disso, j\u00e1 h\u00e1 5.019 quil\u00f4metros totalmente projetados para os pr\u00f3ximos anos. Pela programa\u00e7\u00e3o original ser\u00e3o implementados tr\u00eas mil quil\u00f4metros em 2021, 4,5 mil km em 2022 e cinco mil em cada ano entre 2023 e 2025.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssas novas redes j\u00e1 est\u00e3o transformando a produtividade do campo, principalmente as cadeias do leite, do frango, do peixe e dos su\u00ednos. Estamos levando energia de qualidade e estabilidade para as regi\u00f5es que precisavam dessa moderniza\u00e7\u00e3o\u201d, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior. \u201cA linha monof\u00e1sica impedia amplia\u00e7\u00f5es ou novas instala\u00e7\u00f5es porque a rede n\u00e3o suportava as tecnologias empregadas no agroneg\u00f3cio. O Paran\u00e1 Trif\u00e1sico elimina essa dificuldade\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Paran\u00e1 Trif\u00e1sico \u00e9 uma evolu\u00e7\u00e3o do Clic Rural, iniciativa que levou energia para mais de 120 mil propriedades rurais nos anos 1980 e se tornou o principal programa de eletrifica\u00e7\u00e3o rural da \u00e9poca. Toda essa espinha dorsal de distribui\u00e7\u00e3o no campo est\u00e1 sendo&nbsp;trifaseada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPrecis\u00e1vamos renovar a rede de distribui\u00e7\u00e3o, principalmente nas zonas rurais, onde estava defasada. Por isso focamos naquilo que a Copel faz de melhor, que \u00e9 gerar, transmitir e distribuir energia el\u00e9trica. Era um compromisso com a popula\u00e7\u00e3o do Paran\u00e1. A rede monof\u00e1sica teve seu m\u00e9rito, a Copel foi uma das primeiras empresas do Brasil a levar energia para o campo, mas o objetivo agora \u00e9 gerar mais confiabilidade e seguran\u00e7a energ\u00e9tica\u201d, destaca o presidente da Copel, Daniel Pimentel&nbsp;Slaviero.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Maximiliano&nbsp;Orfali, diretor-geral da Copel Distribui\u00e7\u00e3o, o impacto social do programa vai ser sentido nos pr\u00f3ximos meses, entre a primavera e o ver\u00e3o, no per\u00edodo mais chuvoso do Estado. \u201cO programa foi acelerado a partir de maio, justamente numa \u00e9poca de seca, com menos problemas na rede. O maior impacto para as pessoas ainda vai acontecer porque estamos garantindo seguran\u00e7a no sistema\u201d, ressalta. \u201cNesse per\u00edodo ainda tivemos que direcionar todos os nossos recursos para solucionar os estragos do ciclone bomba, o que consumiu 20 dias de avan\u00e7os no Paran\u00e1 Trif\u00e1sico, mas j\u00e1 voltamos a pisar no acelerador\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O programa envolve R$ 2,1 bilh\u00f5es e faz parte do maior pacote de investimentos da hist\u00f3ria da Copel Distribui\u00e7\u00e3o, junto \u00e0 Rede El\u00e9trica Inteligente, lan\u00e7ado semana passada com aporte de R$ 820 milh\u00f5es para implementar medidores inteligentes em 4,5 milh\u00f5es de unidades consumidoras (casas e empresas). S\u00e3o quase R$ 3 bilh\u00f5es programados para modernizar e automatizar a rede, preparando-a para novos perfis de consumo relacionados \u00e0s cidades inteligentes, maior autonomia dos usu\u00e1rios e gera\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.copel.com\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Parana-Trifasico-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7320\"\/><figcaption>Paran\u00e1 Trif\u00e1sico Balsa Nova (Foto:Ari Dias\/AEN)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Paran\u00e1 Trif\u00e1sico<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Paran\u00e1 Trif\u00e1sico retira os postes antigos do meio das planta\u00e7\u00f5es e coloca postes novos nas estradas rurais, o que facilita o acesso dos t\u00e9cnicos, e disponibiliza cabos mais resistentes contra as intemp\u00e9ries. N\u00e3o s\u00e3o mais cabos nus de alum\u00ednio, mas cabos com capa protetora isolante contra toque de \u00e1rvores, animais e demais objetos estranhos \u00e0 rede. Os postes est\u00e3o sendo enterrados cerca de 1,80 metro para dentro da terra, o que renova a resist\u00eancia contra ventos fortes. Alguns deles t\u00eam para-raios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O programa precisou ser escalonado at\u00e9 2025 porque n\u00e3o havia disponibilidade de insumos suficientes para instala\u00e7\u00e3o a curto prazo dos equipamentos e do cabeamento. A rede era monof\u00e1sica nas zonas rurais porque era mais barata, permitia menos cabos (apenas dois) e postes com dist\u00e2ncias maiores entre si. Eram at\u00e9 140 metros entre um poste do outro, agora a dist\u00e2ncia \u00e9 de cerca de 90 metros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com o&nbsp;trifaseamento&nbsp;tamb\u00e9m haver\u00e1 interliga\u00e7\u00e3o entre as redes. O efeito ser\u00e1 a cria\u00e7\u00e3o de redund\u00e2ncia no fornecimento, ou seja, redes que hoje est\u00e3o pr\u00f3ximas, mas n\u00e3o conversam, passar\u00e3o a ser interligadas. Se a energia falha em uma ponta, a outra a abastece e, em caso de desligamentos, os produtores rurais ter\u00e3o o restabelecimento da energia com mais agilidade. Os novos equipamentos inteligentes tamb\u00e9m identificam curtos-circuitos mais rapidamente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As linhas tamb\u00e9m t\u00eam conex\u00f5es inteligentes com monitoramento constante da rede, chamados de&nbsp;religadores&nbsp;autom\u00e1ticos. Esses aparelhos t\u00eam capacidade para identificar problemas e \u201cabrem temporariamente\u201d para passagens de eventuais curtos para evitar desligamento da rede, e ent\u00e3o religam a energia sem precisar de interfer\u00eancia humana. Os equipamentos podem ser acionados remotamente pelo novo Centro de Opera\u00e7\u00e3o da Copel em Curitiba.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de garantir energia de mais qualidade e com maior seguran\u00e7a, o investimento da estatal vai proporcionar o acesso do produtor rural \u00e0 rede trif\u00e1sica a um custo muito inferior ao que hoje \u00e9 pago. Al\u00e9m disso, equipamentos com motores trif\u00e1sicos normalmente s\u00e3o mais eficientes, baratos e t\u00eam uma taxa de falha menor. As redes el\u00e9tricas trif\u00e1sicas tamb\u00e9m favorecem quem pretende ser produtor de energia el\u00e9trica nas suas propriedades, pois a rede monof\u00e1sica limita esta possibilidade.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.copel.com\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Parana-Trifasico-3-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7322\"\/><figcaption>Paran\u00e1 Trif\u00e1sico Balsa Nova (Foto: Ari Dias\/AEN)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Agroneg\u00f3cio<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A expectativa do Governo do Estado \u00e9 de que o programa tamb\u00e9m seja uma grande plataforma de transforma\u00e7\u00e3o e incentivo \u00e0 industrializa\u00e7\u00e3o para regi\u00f5es produtoras do agroneg\u00f3cio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esse investimento em energia, insumo preponderante nos neg\u00f3cios do campo, se soma \u00e0 moderniza\u00e7\u00e3o da infraestrutura nas malhas rodovi\u00e1ria e f\u00e9rrea, ao status sanit\u00e1rio de \u00e1rea livre de febre aftosa sem vacina\u00e7\u00e3o e ao Descomplica Rural, programa idealizado para facilitar o acesso \u00e0s licen\u00e7as necess\u00e1rias para produ\u00e7\u00e3o rural.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O programa ser\u00e1 fundamental, por exemplo, para ajudar o cooperativismo paranaense a alcan\u00e7ar as ousadas metas do PRC-200, plano estrat\u00e9gico elaborado pela&nbsp;Ocepar&nbsp;para atingir R$ 200 bilh\u00f5es de faturamento nos pr\u00f3ximos anos. O sistema responde por 60% da produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os e 45% da ind\u00fastria de carnes e l\u00e1cteos no Paran\u00e1 e vai encerrar o ano com mais de 100 mil funcion\u00e1rios diretos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O investimento tamb\u00e9m \u00e9 fundamental para alguns setores, como a avicultura. O Paran\u00e1 responde por 36% da produ\u00e7\u00e3o nacional com mais de 20 mil granjas de frango de corte, e em 2019 atingiu recorde de abates de aves, com 1,87 bilh\u00e3o de cabe\u00e7as.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Estado \u00e9 o principal exportador de carne de frango do Brasil, respons\u00e1vel por 40% do mercado. Os abatedouros av\u00edcolas re\u00fanem mais de 69 mil postos de trabalho direto no Paran\u00e1.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEnergia \u00e9 um insumo cada vez mais importante no campo. A produ\u00e7\u00e3o evolui na mecaniza\u00e7\u00e3o, digitaliza\u00e7\u00e3o e nos processos de produ\u00e7\u00e3o de animais\u201d, explica Norberto Ortigara, secret\u00e1rio estadual da Agricultura e do Abastecimento. \u201cO agroneg\u00f3cio paranaense cresceu muito nos \u00faltimos anos, mas os investimentos na \u00e1rea energ\u00e9tica ainda n\u00e3o tinham acompanhado esse boom. A realidade agora \u00e9 outra. Os produtores ter\u00e3o mais chances de ampliar seus neg\u00f3cios e movimentar cada vez mais a economia do Estado\u201d.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O programa Paran\u00e1 Trif\u00e1sico, da Copel e do Governo do Estado, j\u00e1 implementou 1.245 quil\u00f4metros de novas redes de energia el\u00e9trica no Estado. Esse grande linh\u00e3o, como est\u00e1 sendo apelidado no Interior, j\u00e1 representa 5% do total de 25 mil quil\u00f4metros que ser\u00e3o implementados at\u00e9 2025. 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