{"id":6543,"date":"2020-07-28T15:48:31","date_gmt":"2020-07-28T18:48:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.copel.com\/hpcweb\/?p=6543"},"modified":"2022-10-03T11:24:00","modified_gmt":"2022-10-03T14:24:00","slug":"pesquisadores-do-lactec-registram-nova-populacao-de-muriquis-do-sul-no-parana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.copel.com\/site\/noticias\/pesquisadores-do-lactec-registram-nova-populacao-de-muriquis-do-sul-no-parana\/","title":{"rendered":"Pesquisadores do Lactec registram nova popula\u00e7\u00e3o de muriquis-do-sul no Paran\u00e1"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Descoberta pode estimular novas a\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o dessa esp\u00e9cie criticamente amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"695\" src=\"https:\/\/www.copel.com\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Mono-1-1024x695.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6540\" srcset=\"https:\/\/www.copel.com\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Mono-1-1024x695.jpg 1024w, https:\/\/www.copel.com\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Mono-1-300x204.jpg 300w, https:\/\/www.copel.com\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Mono-1-768x521.jpg 768w, https:\/\/www.copel.com\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Mono-1.jpg 1166w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>(Foto: Robson Hack)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>&nbsp;O trabalho dos pesquisadores do&nbsp;Lactec&nbsp;para a conserva\u00e7\u00e3o do maior primata das Am\u00e9ricas &#8211; o muriqui-do-sul (Brachyteles&nbsp;arachnoides) &#8211; resultou em uma descoberta de extrema import\u00e2ncia para a ci\u00eancia: o levantamento de uma nova popula\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie no Paran\u00e1. O registro se deu na \u00faltima semana, no desenvolvimento das atividades patrocinadas pela Copel Gera\u00e7\u00e3o e Transmiss\u00e3o no Vale do Ribeira, regi\u00e3o que concentra parte dos remanescentes de Mata Atl\u00e2ntica no pa\u00eds.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O muriqui-do-sul ou&nbsp;mono-carvoeiro, como tamb\u00e9m \u00e9 conhecido, \u00e9 end\u00eamico desse bioma e uma das cinco esp\u00e9cies de primatas nativos que ocorrem no&nbsp;Estado. Devido \u00e0s press\u00f5es antr\u00f3picas de perda de habitat e ca\u00e7a, a esp\u00e9cie &#8211; classificada como criticamente amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o &#8211; corre s\u00e9rios riscos de desaparecer da natureza. Para se ter uma ideia de tamanha amea\u00e7a, atualmente, s\u00e3o conhecidos menos de 50 indiv\u00edduos da esp\u00e9cie em vida livre no&nbsp;Paran\u00e1.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssa \u00e9 uma not\u00edcia extremamente importante para a conserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie e para a primatologia brasileira, pois, desde junho de 2016, n\u00e3o se tinha conhecimento, pela ci\u00eancia, de uma nova localidade com ocorr\u00eancia documentada da esp\u00e9cie no&nbsp;Estado\u201d, comemorou o coordenador do projeto pelo&nbsp;Lactec, bi\u00f3logo Robson&nbsp;Odeli&nbsp;Esp\u00edndola&nbsp;Hack. Os dados mais detalhados dessa recente descoberta est\u00e3o sendo preparados para divulga\u00e7\u00e3o por meio de uma publica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica pelos pesquisadores do projeto.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esse \u00e9 o primeiro grande resultado do Projeto de Conserva\u00e7\u00e3o dos Monos no Paran\u00e1, que o&nbsp;Lactec&nbsp;vem desenvolvendo desde 2015, inicialmente, com apoio da Funda\u00e7\u00e3o Grupo Botic\u00e1rio, e, mais recentemente, com a parceria da Copel Gera\u00e7\u00e3o e Transmiss\u00e3o. A concession\u00e1ria instituiu um Programa de Monitoramento Demogr\u00e1fico e Gen\u00e9tico do Muriqui-do-Sul e os estudos s\u00e3o realizados pelos pesquisadores da \u00e1rea de Meio Ambiente do&nbsp;Lactec. \u201cEssas a\u00e7\u00f5es em parceria t\u00eam viabilizado a coleta de valiosas informa\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas sobre demografia e gen\u00e9tica da esp\u00e9cie,&nbsp;seus habitats, al\u00e9m do trabalho de investiga\u00e7\u00e3o de novas popula\u00e7\u00f5es e desenvolvimento de a\u00e7\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o ambiental no Vale do Ribeira paranaense\u201d, pontuou&nbsp;Hack.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsse excelente resultado refor\u00e7a a relev\u00e2ncia t\u00e9cnica e ambiental dos estudos financiados pela Copel durante o licenciamento ambiental dos empreendimentos de gera\u00e7\u00e3o e transmiss\u00e3o de energia\u201d, afirma a gerente do Departamento de Monitoramento, Manejo e Controle Ambiental da Copel Gera\u00e7\u00e3o e Transmiss\u00e3o, Fernanda de Oliveira&nbsp;Starepravo&nbsp;Ferrari. A pesquisa sobre muriqui-do-sul integra as a\u00e7\u00f5es de licenciamento da Linha de Transmiss\u00e3o 230 kV Bateia-Jaguaria\u00edva junto ao Instituto \u00c1gua e Terra (IAT).&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cResultados como este mostram com clareza como valem a pena esfor\u00e7os integrados para a conserva\u00e7\u00e3o da natureza. Se a popula\u00e7\u00e3o do muriqui est\u00e1 bem, significa que tem alimento, abrigo e seu ambiente est\u00e1 com condi\u00e7\u00f5es de abrigar esp\u00e9cies desse porte. \u00c9 de fato um alento para um ambiente t\u00e3o importante como a Mata Atl\u00e2ntica\u201d, afirma o coordenador de Ci\u00eancia e Conserva\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Grupo Botic\u00e1rio de Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Natureza, Robson&nbsp;Capretz.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"664\" src=\"https:\/\/www.copel.com\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Mono-2-1024x664.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6541\" srcset=\"https:\/\/www.copel.com\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Mono-2-1024x664.jpg 1024w, https:\/\/www.copel.com\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Mono-2-300x194.jpg 300w, https:\/\/www.copel.com\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Mono-2-768x498.jpg 768w, https:\/\/www.copel.com\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Mono-2.jpg 1180w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>(Foto: Robson Hack)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Pr\u00f3ximos passos&nbsp;<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O bi\u00f3logo Robson O. E.&nbsp;Hack, especialista em mam\u00edferos silvestres e membro do Plano A\u00e7\u00e3o Nacional para a Conserva\u00e7\u00e3o dos Primatas da Mata Atl\u00e2ntica e da Pregui\u00e7a-de-coleira coordenado pelo&nbsp;ICMBio, explica que o registro da nova popula\u00e7\u00e3o no Paran\u00e1 d\u00e1, agora, in\u00edcio a novas etapas do trabalho, que s\u00e3o igualmente desafiadoras para os pesquisadores. Al\u00e9m do monitoramento demogr\u00e1fico dessa nova popula\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie, as atividades de educa\u00e7\u00e3o ambiental junto aos moradores da regi\u00e3o dever\u00e3o ser intensificadas. \u201cIsso, para que as \u00e1reas de floresta nativa existentes na localidade sejam mantidas e que as press\u00f5es antr\u00f3picas sobre a esp\u00e9cie sejam minimizadas. \u00c9 importante que os moradores locais reconhe\u00e7am o valor dessa esp\u00e9cie rara para a natureza e tamb\u00e9m para a regi\u00e3o em que vivem. Assim, haver\u00e1 um maior engajamento com o projeto nas a\u00e7\u00f5es futuras, que poder\u00e3o ser desenvolvidas em conjunto com a popula\u00e7\u00e3o\u201d, acrescentou o bi\u00f3logo.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da persist\u00eancia dos pesquisadores no trabalho de busca dos muriquis-do-sul em \u00e1reas de potencial ocorr\u00eancia da esp\u00e9cie, a ajuda dos moradores da regi\u00e3o tem sido fundamental para o projeto, pois eles fornecem informa\u00e7\u00f5es sobre o avistamento dos animais e seu comportamento. N\u00e3o h\u00e1 conflito de conviv\u00eancia entre os monos e os produtores rurais, j\u00e1 que a esp\u00e9cie se alimenta preferencialmente de frutos e folhas silvestres e, portanto, n\u00e3o representa riscos \u00e0s planta\u00e7\u00f5es, por exemplo.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Oportunidades econ\u00f4micas com a conserva\u00e7\u00e3o<\/strong>&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A descoberta dessa nova popula\u00e7\u00e3o dos monos, no Vale do Ribeira no Paran\u00e1, tem um aspecto positivo, tamb\u00e9m, sob a perspectiva econ\u00f4mica. A atividade de comercializa\u00e7\u00e3o de madeira de reflorestamentos de pinus e eucalipto, que \u00e9 predominante na regi\u00e3o, associada a a\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie, pode beneficiar os processos de certifica\u00e7\u00e3o florestal das empresas do setor que atuam na regi\u00e3o, agregando valor \u00e0 madeira e abrindo novas oportunidades de neg\u00f3cio no mercado nacional e internacional.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssa descoberta pode, tamb\u00e9m, abrir oportunidades de neg\u00f3cios para os produtores rurais da regi\u00e3o, pois, por meio do desenvolvimento de projetos de agricultura familiar e da cria\u00e7\u00e3o de um selo de boas pr\u00e1ticas de manejo da terra e de conserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie, seus produtos poder\u00e3o ser comercializados com um valor agregado no mercado regional\u201d, apontou&nbsp;Hack.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outro fator importante, que deve ser considerado como uma grande oportunidade de neg\u00f3cio, \u00e9 o desenvolvimento ordenado de atividades de ecoturismo para observa\u00e7\u00e3o dessa esp\u00e9cie rara e das belezas naturais existentes na regi\u00e3o. \u201cAl\u00e9m disso, e n\u00e3o menos importante, h\u00e1 os projetos de pagamentos por servi\u00e7os ambientais, que por meio da restaura\u00e7\u00e3o de habitats essenciais para esp\u00e9cie, poder\u00e3o tamb\u00e9m gerar uma fonte alternativa de renda para os moradores locais. Esses s\u00e3o apenas alguns dos v\u00e1rios exemplos de como a conserva\u00e7\u00e3o de uma raridade biol\u00f3gica como essa pode favorecer a realiza\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cios e auxiliar o desenvolvimento sustent\u00e1vel da regi\u00e3o\u201d, acrescentou&nbsp;Hack.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"695\" src=\"https:\/\/www.copel.com\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Mono-3-1024x695.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6542\" srcset=\"https:\/\/www.copel.com\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Mono-3-1024x695.jpg 1024w, https:\/\/www.copel.com\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Mono-3-300x204.jpg 300w, https:\/\/www.copel.com\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Mono-3-768x521.jpg 768w, https:\/\/www.copel.com\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Mono-3.jpg 1185w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>(Foto: Robson Hack)<\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Descoberta pode estimular novas a\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o dessa esp\u00e9cie criticamente amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o&nbsp; &nbsp;O trabalho dos pesquisadores do&nbsp;Lactec&nbsp;para a conserva\u00e7\u00e3o do maior primata das Am\u00e9ricas &#8211; o muriqui-do-sul (Brachyteles&nbsp;arachnoides) &#8211; resultou em uma descoberta de extrema import\u00e2ncia para a ci\u00eancia: o levantamento de uma nova popula\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie no Paran\u00e1. 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