{"id":54116,"date":"2026-05-27T16:41:17","date_gmt":"2026-05-27T19:41:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.copel.com\/site\/?p=54116"},"modified":"2026-05-27T16:41:17","modified_gmt":"2026-05-27T19:41:17","slug":"autoridades-debatem-em-brasilia-o-papel-das-usinas-reversiveis-e-desafios-para-a-seguranca-energetica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.copel.com\/site\/noticias\/autoridades-debatem-em-brasilia-o-papel-das-usinas-reversiveis-e-desafios-para-a-seguranca-energetica\/","title":{"rendered":"Autoridades debatem, em Bras\u00edlia, o papel das usinas revers\u00edveis e desafios para a seguran\u00e7a energ\u00e9tica"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"799\" height=\"533\" src=\"https:\/\/www.copel.com\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/55297241964_1788d7dd25_c-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-54121\" srcset=\"https:\/\/www.copel.com\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/55297241964_1788d7dd25_c-2.jpg 799w, https:\/\/www.copel.com\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/55297241964_1788d7dd25_c-2-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.copel.com\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/55297241964_1788d7dd25_c-2-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 799px) 100vw, 799px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>A Copel reuniu, nesta ter\u00e7a-feira (27), em Bras\u00edlia, autoridades, reguladores e especialistas do setor el\u00e9trico para discutir o papel das Usinas Hidrel\u00e9tricas Revers\u00edveis (UHRs) na seguran\u00e7a energ\u00e9tica do pa\u00eds. O encontro abordou temas como armazenamento, mercado e seguran\u00e7a do sistema, al\u00e9m das melhores formas de contrata\u00e7\u00e3o de capacidade, diante do avan\u00e7o das fontes renov\u00e1veis e das mudan\u00e7as no perfil de opera\u00e7\u00e3o do sistema el\u00e9trico brasileiro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<br>\u201cA gente saiu de um desafio de gerar energia para um desafio mais complexo, que \u00e9 deslocar gera\u00e7\u00e3o e consumo no tempo com seguran\u00e7a, e, nesse cen\u00e1rio, o armazenamento hidr\u00e1ulico \u00e9 central, porque o Brasil combina recursos naturais, conhecimento acumulado e escala para entregar flexibilidade e estabilidade ao sistema\u201d, disse o secret\u00e1rio-executivo do Minist\u00e9rio de Minas e Energia, Gustavo Ata\u00edde.&nbsp;<br>&nbsp;<br>Para o diretor da Aneel, Gentil Nogueira, o pa\u00eds possui potencial relevante para avan\u00e7ar no armazenamento, mas ainda enfrenta entraves. \u201cOs estudos mais recentes indicam um potencial relevante para o armazenamento no Brasil, na ordem de 30 a 40 GW, podendo ser ainda maior\u201d, afirmou.&nbsp;<br>&nbsp;<br>Ao comentar os avan\u00e7os recentes,&nbsp;Gentil&nbsp;ressaltou o papel do Conselho Nacional de Pol\u00edtica Energ\u00e9tica (CNPE), respons\u00e1vel por definir diretrizes para o setor. \u201cAs resolu\u00e7\u00f5es do Conselho Nacional de Pol\u00edtica Energ\u00e9tica representam um primeiro passo importante ao reposicionar essa tecnologia no centro da pol\u00edtica p\u00fablica, alinhando planejamento, regula\u00e7\u00e3o e mercado. A proposta \u00e9 criar previsibilidade e viabilizar projetos por meio de processos competitivos que valorizem atributos como pot\u00eancia, flexibilidade e servi\u00e7os ao sistema.&nbsp;<br>&nbsp;<br>Ainda h\u00e1 desafios significativos, sobretudo regulat\u00f3rios e econ\u00f4micos, incluindo a defini\u00e7\u00e3o de crit\u00e9rios claros para contrata\u00e7\u00e3o de atributos al\u00e9m da energia, como flexibilidade e in\u00e9rcia. No entanto, o avan\u00e7o desse debate \u00e9 essencial para que o setor el\u00e9trico consiga incorporar solu\u00e7\u00f5es de armazenamento de forma eficiente e sustent\u00e1vel no longo prazo\u201d, afirmou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<br>Ao longo do debate, representantes do setor destacaram o papel das usinas revers\u00edveis como alternativa para ampliar a capacidade de armazenamento de energia e refor\u00e7ar a seguran\u00e7a do sistema el\u00e9trico, especialmente em um cen\u00e1rio de maior participa\u00e7\u00e3o de fontes renov\u00e1veis.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<br>A gerente executiva do Operador Nacional do Sistema El\u00e9trico (ONS), Maria Aparecida Martinez, ressaltou os impactos dessa transforma\u00e7\u00e3o na opera\u00e7\u00e3o do sistema. \u201cA evolu\u00e7\u00e3o da matriz energ\u00e9tica, com o avan\u00e7o expressivo das fontes renov\u00e1veis como solar e e\u00f3lica, \u00e9 extremamente positiva, mas traz consigo desafios estruturais importantes. A necessidade de flexibilidade passa a ser central, exigindo investimentos em armazenamento, usinas com resposta r\u00e1pida e melhor coordena\u00e7\u00e3o do sistema. N\u00e3o se trata apenas de comparar tecnologias isoladamente, mas de olhar o sistema de forma integrada, garantindo seguran\u00e7a operativa, efici\u00eancia e modicidade tarif\u00e1ria. O custo dessa transi\u00e7\u00e3o existe, e o grande desafio \u00e9 equilibrar\u201d, afirmou.&nbsp;<br>&nbsp;<br>As usinas revers\u00edveis foram apontadas como uma das principais alternativas para ampliar a flexibilidade do sistema. A tecnologia permite armazenar energia em per\u00edodos de menor demanda e disponibiliz\u00e1-la nos momentos de maior consumo, contribuindo para o equil\u00edbrio da opera\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<br>Al\u00e9m das discuss\u00f5es regulat\u00f3rias, o evento apresentou experi\u00eancias internacionais, como a usina de&nbsp;Fengning, na China, considerada a maior instala\u00e7\u00e3o revers\u00edvel do mundo e refer\u00eancia para projetos de grande porte.&nbsp;<br>&nbsp;<br>Para a Copel, o avan\u00e7o do armazenamento no Brasil passa pela supera\u00e7\u00e3o dos entraves regulat\u00f3rios. \u201cO Brasil j\u00e1 tem tecnologia, parceiros e projetos para avan\u00e7ar em armazenamento, mas est\u00e1 travado pela aus\u00eancia de regras claras, faltam defini\u00e7\u00f5es sobre modelos operacionais, licenciamento e um rito regulat\u00f3rio objetivo na Aneel. Mais do que o desenho de mercado, o que precisamos agora \u00e9 destravar essa base normativa para viabilizar investimentos e aumentar a efici\u00eancia da economia\u201d, afirmou o vice-presidente de Novos Neg\u00f3cios da Copel, Diogo Mac Cord.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<br>Ao final, especialistas apontaram que o armazenamento de energia deve ganhar espa\u00e7o na agenda do pa\u00eds nos pr\u00f3ximos anos. As usinas revers\u00edveis s\u00e3o vistas como uma solu\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica, mas ainda dependem de ajustes regulat\u00f3rios e de modelos de contrata\u00e7\u00e3o que viabilizem novos investimentos.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Copel reuniu, nesta ter\u00e7a-feira (27), em Bras\u00edlia, autoridades, reguladores e especialistas do setor el\u00e9trico para discutir o papel das Usinas Hidrel\u00e9tricas Revers\u00edveis (UHRs) na seguran\u00e7a energ\u00e9tica do pa\u00eds. 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