{"id":17688,"date":"2021-11-19T13:22:31","date_gmt":"2021-11-19T16:22:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.copel.com\/hpcweb\/?p=17688"},"modified":"2022-10-03T11:27:30","modified_gmt":"2022-10-03T14:27:30","slug":"comissao-de-diversidade-aborda-equidade-e-racismo-no-ambiente-de-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.copel.com\/site\/noticias\/comissao-de-diversidade-aborda-equidade-e-racismo-no-ambiente-de-trabalho\/","title":{"rendered":"Comiss\u00e3o de Diversidade aborda equidade e racismo no ambiente de trabalho"},"content":{"rendered":"\n<p>No pr\u00f3ximo 20 de novembro\u00a0\u00e9 Dia da Consci\u00eancia Negra, data dedicada \u00e0 reflex\u00e3o sobre a inser\u00e7\u00e3o de pessoas negras na sociedade brasileira. Por conta disso, a\u00a0Comiss\u00e3o de Diversidade da Copel\u00a0abordou o\u00a0assunto\u00a0em treinamento realizado\u00a0nesta quinta-feira (18),\u00a0com o tema\u00a0\u201cDiversidade e inclus\u00e3o: o que racismo tem a ver com o seu trabalho?\u201d.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>A abertura do encontro teve a participa\u00e7\u00e3o da superintendente da Coordena\u00e7\u00e3o de\u00a0Governan\u00e7a Corporativa e\u00a0Sustentabilidade\u00a0Empresarial da Copel,\u00a0Luisa\u00a0Nastari, que\u00a0destacou o n\u00famero expressivo de pessoas inscritas no treinamento, entre p\u00fablico interno, gestores e fornecedores &#8211; sinal de grande interesse pelo assunto.\u00a0\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA Copel \u00e9 uma empresa muito comprometida com as quest\u00f5es de sustentabilidade, com a promo\u00e7\u00e3o\u00a0da diversidade, por isso temos que estar sempre muito atentos \u00e0s quest\u00f5es; treinamentos como esse s\u00e3o fundamentais para que a gente possa alcan\u00e7ar uma cultura corporativa de equidade, respeito, e que a gente possa ter cada vez mais um ambiente de trabalho saud\u00e1vel e agrad\u00e1vel para todas as pessoas. Temos colegas participando aqui de v\u00e1rias \u00e1reas, v\u00e1rios munic\u00edpios, gestores, fornecedores e parceiros, o que demonstra a abertura e o interesse de saber cada vez mais sobre o tema\u201d, comentou\u00a0Luisa.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.copel.com\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Diversidade-Logo-ok.jpg\" alt=\"Faixa colorida com texto Diversidade Copel abaixo.\" class=\"wp-image-16426\" width=\"545\" height=\"280\" srcset=\"https:\/\/www.copel.com\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Diversidade-Logo-ok.jpg 726w, https:\/\/www.copel.com\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Diversidade-Logo-ok-300x154.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 545px) 100vw, 545px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Conceitos<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A cientista social Ellen da Silva, que pesquisa estudos de g\u00eanero e ra\u00e7a na Am\u00e9rica Latina&nbsp;e fundou a&nbsp;Mahin&nbsp;Consultoria Antirracista, conduziu o evento.&nbsp;A especialista come\u00e7ou a&nbsp;conversa&nbsp;questionando \u201cPor que precisamos falar sobre racismo no trabalho (e na vida)?\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para desenvolver a ideia, apresentou conceitos b\u00e1sicos, como&nbsp;a ideia de que a defini\u00e7\u00e3o de ra\u00e7a n\u00e3o est\u00e1 ligada \u00e0 realidade biol\u00f3gica, e sim a um construto social&nbsp;&#8211; pertencimento a um grupo racial, a condi\u00e7\u00f5es sociais em um contexto hist\u00f3rico e pol\u00edtico espec\u00edfico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ellen tamb\u00e9m explicou que as an\u00e1lises abordadas na palestra partem&nbsp;do conceito de racismo estrutural, tendo como base a&nbsp;ideias&nbsp;do professor e fil\u00f3sofo Silvio de Almeida.&nbsp;\u201cQuando pensamos em racismo, podemos olhar como se fosse algo individual, em que podemos identificar uma pessoa ou um grupo de pessoas com atitudes racistas.&nbsp;Mas se \u00e9 individual, como persiste?\u201d, questiona a pesquisadora.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Racismo&nbsp;estrutural<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na perspectiva do racismo como fen\u00f4meno institucional, as institui\u00e7\u00f5es exercem&nbsp;e perpetuam&nbsp;poder&nbsp;sendo lideradas por grupos hegem\u00f4nicos raciais&nbsp;\u2013 que na hist\u00f3ria ocidental dos \u00faltimos 500 anos foram os grupos raciais brancos.&nbsp;\u201cAs institui\u00e7\u00f5es podem ser uma empresa, o legislativo, mas tamb\u00e9m nossa igreja, nossa fam\u00edlia, ou seja, organiza\u00e7\u00f5es e espa\u00e7os em que a gente socializa. Mas ent\u00e3o,&nbsp;se s\u00e3o as institui\u00e7\u00f5es que ensinam as pessoas a serem racistas, quem ensinou essas institui\u00e7\u00f5es a serem racistas?\u201d, indagou Ellen.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao conectar pessoas e institui\u00e7\u00f5es,&nbsp;o foco&nbsp;se torna&nbsp;a rela\u00e7\u00e3o de que as institui\u00e7\u00f5es s\u00e3o racistas pois representam a regra da vida em sociedade. De acordo com a pesquisadora, desta forma&nbsp;o racismo estrutural, constru\u00eddo ao longo de s\u00e9culos, se expressa em todos os&nbsp;espa\u00e7os da vida social, com for\u00e7a especial na economia, na pol\u00edtica e no direito.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsse \u00e9 o primeiro argumento para responder&nbsp;\u00e0&nbsp;pergunta do porqu\u00ea devemos falar de racismo no trabalho e na vida, pois ele \u00e9 estrutural, ou seja, acontece em todos os lugares\u201d, explicou Ellen.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Dados<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisadora apresentou n\u00fameros da desigualdade racial no Brasil em rela\u00e7\u00e3o a educa\u00e7\u00e3o, trabalho, sa\u00fade, seguran\u00e7a&nbsp;e pol\u00edtica,&nbsp;com destaque para os desafios enfrentados majoritariamente por mulheres negras.&nbsp;Ellen tamb\u00e9m mencionou as manifesta\u00e7\u00f5es subjetivas do racismo na l\u00edngua portuguesa, por meio de express\u00f5es que expressam estere\u00f3tipos da escravid\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O treinamento ainda abordou&nbsp;fatos hist\u00f3ricos&nbsp;que contrariam desinforma\u00e7\u00f5es sobre racismo&nbsp;e escravid\u00e3o&nbsp;no Brasil, acontecimentos marcantes da hist\u00f3ria do Paran\u00e1 protagonizados por pessoas negras&nbsp;e indica\u00e7\u00f5es de como a popula\u00e7\u00e3o&nbsp;n\u00e3o-negra&nbsp;pode agir diante do racismo no pa\u00eds.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Cerca de 300 pessoas participaram do evento, que foi encerrado com mensagem da diretora de Gest\u00e3o Empresarial da Copel, Ana Let\u00edcia&nbsp;Feller.&nbsp;\u201cParabenizamos todos e todas que participaram dessa fala, pois desta forma a gente consegue criar uma rede que vai capilarizar esse conhecimento, o que traz ganhos para a Copel e para a sociedade. A&nbsp;Ellen foi muito pertinente ao mostrar que o racismo est\u00e1 em todos os lugares e que tratar desse tema faz parte do compromisso de todos.&nbsp;Agrade\u00e7o especialmente aos gestores aqui presentes, que&nbsp;deram exemplo e mostraram comprometimento com a diversidade\u201d, afirmou Ana Let\u00edcia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Palestrante<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ellen da Silva \u00e9 uma das fundadoras da&nbsp;Mahin&nbsp;Consultoria Antirracista.&nbsp;\u00c9 graduada em Ci\u00eancias Sociais pela UFPR e mestra pela UNB, tem como foco estudos de g\u00eanero e ra\u00e7a na Am\u00e9rica Latina. Foi assessora na Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participa\u00e7\u00e3o Popular do Maranh\u00e3o e em 2016 venceu o concurso \u201cMany&nbsp;Languages,&nbsp;One&nbsp;World\u201c, cujo pr\u00eamio foi discursar na Assembleia Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas. Desde 2017, \u00e9 membro fundadora do \u201cVetor&nbsp;Dxs&nbsp;Pretxs\u201d, um coletivo que visa pautar a discuss\u00e3o racial na gest\u00e3o p\u00fablica, no qual contribui formulando e ministrando forma\u00e7\u00f5es sobre Equidade Racial tanto para os trainees de gest\u00e3o p\u00fablica do Vetor Brasil quanto para outros \u00f3rg\u00e3os, como o Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Social &#8211; MDS.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Diversidade Copel<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O evento \u201cDiversidade e inclus\u00e3o: o que racismo tem a ver com o seu trabalho?\u201d \u00e9 uma realiza\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o de Diversidade da Copel, que tem como\u00a0objetivo fomentar a equidade e o cumprimento dos direitos humanos na empresa, com aten\u00e7\u00e3o a grupos vulner\u00e1veis e sujeitos \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o, especialmente aquela baseada em g\u00eanero, ra\u00e7a, cor, defici\u00eancia e orienta\u00e7\u00e3o sexual.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Para mais informa\u00e7\u00f5es, acompanhe o <a href=\"https:\/\/copelsustentabilidade.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Portal da Sustentabilidade Copel<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No pr\u00f3ximo 20 de novembro\u00a0\u00e9 Dia da Consci\u00eancia Negra, data dedicada \u00e0 reflex\u00e3o sobre a inser\u00e7\u00e3o de pessoas negras na sociedade brasileira. 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