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RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL (RSE) |
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1º PRINCÍPIO: COMPROMETIMENTO
Declaramo-nos
comprometidos com a valorização,
conservação e defesa do meio ambiente,
e com a ampla inclusão e justiça
social, considerando os preceitos do desenvolvimento
sustentável no exercício de nossas
atividades.
Entendemos
que o desenvolvimento econômico deve estar
em harmonia com o bem-estar social, por meio da
conservação e melhoria da qualidade
ambiental e do respeito aos direitos da geração
presente e das gerações futuras,
fundamentais neste processo.
Comprometemo-nos
a contribuir para o desenvolvimento sustentável
das regiões que acolhem nossos empreendimentos,
sem perder de vista os objetivos empresariais
exigidos na nossa missão.
Comprometemo-nos,
em todas as nossas ações, a respeitar
os direitos humanos internacionalmente aceitos
e a não compactuar com qualquer violação
a tais direitos.
Comprometemo-nos
a aplicar as melhores medidas de conservação
ambiental, minimizando e compensando os impactos
ambientais resultantes da implantação
e operação de nossos empreendimentos.
2º PRINCÍPIO: ATITUDE PROATIVA
DIANTE DA LEI
Comprometemo-nos
a cumprir a legislação ambiental
vigente e a respeitar os direitos humanos universais
no desenvolvimento de nossas atividades, bem como
a agir além do meramente exigido pela lei,
sempre que necessário e possível,
no sentido de apoiar e promover o desenvolvimento
sustentável das comunidades com as quais
interagimos.
Além
de cumprir as exigências legais e regulamentares,
procuramos normatizar procedimentos buscando o
permanente aprimoramento das condutas relacionadas
ao meio ambiente e à inclusão e
justiça social.
Conhecemos
e interpretamos a legislação ambiental
e os direitos humanos universais, aplicando-os
às nossas atividades.
Acompanhamos
a dinâmica da legislação,
estudando e propondo alterações
que contribuam para o desenvolvimento sustentável.
Desenvolvemos,
facilitamos e patrocinamos ações
e projetos estruturantes específicos, para
a promoção da sustentabilidade junto
às comunidades com as quais interagimos.
3º PRINCÍPIO: DIÁLOGO,
COMUNICAÇÃO E TRANSPARÊNCIA
Relacionamo-nos
de forma transparente com os diversos segmentos
sociais, direta e indiretamente interessados em
nossas atividades, considerando efetivamente suas
opiniões e expectativas.
Buscamos
um processo contínuo de diálogo
e interação com a sociedade, informando
e recebendo subsídios das partes interessadas
sobre aspectos éticos, ambientais e sociais
envolvidos nas várias etapas de desenvolvimento
de nossas atividades.
Empenhamo-nos
para que o processo de diálogo facilite
as articulações na busca de decisões
equilibradas rumo ao desenvolvimento sustentável.
De
caráter mais do que informativo, os resultados
consensuais de tais diálogos deverão,
na medida do possível, refletir-se em políticas,
ações e processos específicos
adotados pela Empresa.
4º PRINCÍPIO: RESPEITO À
DINÂMICA SOCIOAMBIENTAL
Estamos
atentos aos fatores que definem a dinâmica
socioambiental, revendo constantemente nossos
princípios e buscando um desempenho adequado
por meio de ações de melhoria contínua.
Entendemos
que, em decorrência das mudanças
do meio ambiente e dos processos políticos,
econômicos e sociais, muitos conceitos historicamente
aceitos devam ser continuamente reinterpretados.
Participamos
do monitoramento de aspectos ambientais nas nossas
instalações e bacias hidrográficas
de nosso interesse, identificando eventuais alterações
e atuando se necessário.
Priorizamos
a interação dos nossos especialistas
com instituições de ensino e pesquisa,
promovendo a atualização e o desenvolvimento
das ciências ambientais e sociais.
Participamos
e interagimos com grupos, instituições,
comitês e similares ligados a questões
socioambientais, nas quais contribuímos
com a construção, o entendimento
e a atualização de conceitos, métodos
e políticas correlatas.
5º PRINCÍPIO: RESPONSABILIDADE
INDIVIDUAL
Conscientizamos
nossa força de trabalho a assumir uma postura
de respeito e responsabilidade para com todas
as partes interessadas, assegurando práticas
empresariais cotidianas consistentes com seus
valores pessoais e com os valores da Empresa.
Valorizamos
a consciência socioambiental na cultura
corporativa, criando as condições
para o desenvolvimento pessoal e profissional
de cada empregado como ser humano integral.
Promovemos
programas de treinamento, de educação
ambiental e de responsabilidade social, buscando
capacitar e conscientizar a força de trabalho
e seus familiares para as questões de meio
ambiente, segurança, saúde e ética.
Comprometemo-nos
a conscientizar a nossa força de trabalho
para que atue de forma responsável, zelando
pela aplicação dos princípios
de nossa política de sustentabilidade e
cidadania corporativa.
6º PRINCÍPIO: VALORIZAÇÃO
DA DIVERSIDADE
Valorizamos
a diversidade dos ecossistemas naturais e sociais,
em todos os seus múltiplos aspectos.
Compartilhamos
da idéia de que é a interação
efetiva e equilibrada das inúmeras espécies
e dos inúmeros grupos de interesse que
concede força, riqueza e resistência
a tais ecossistemas, permitindo assim sua maior
longevidade.
 6.1
Consideramos a importância da manutenção
da biodiversidade dos ecossistemas naturais em
todas as nossas ações, procurando
evitar, mitigar ou compensar eventuais impactos
causados por nossas atividades.
 6.2
Buscaremos promover ampla igualdade de oportunidades
para todos os grupos de interesse que compõem
a nossa força de trabalho, assegurando-lhes
efetiva participação nas esferas
decisórias da Empresa.
 6.3
Nenhuma forma de discriminação,
de qualquer natureza, será tolerada no
âmbito da Empresa.
Em
2003, foram dados passos importantes no sentido
de gerar sustentabilidade às ações
da Empresa. A ênfase foi dada à incorporação
da RSE na rotina de gestão de toda a Companhia,
com prioridade para a estruturação
interna. O desafio para 2004 é divulgar
amplamente os valores e aplicá-los de forma
direta e constante no ambiente de trabalho. A
equipe relacionada às ações
de Responsabilidade Social está realizando
uma ampla sensibilização do público
interno, em dois sentidos: da direção
para os demais funcionários e deles para
a direção. Para isso, são
usadas estratégias desenvolvidas pelas
funções de Cultura Organizacional,
Endomarketing e Recursos Humanos.
Essas
e outras funções formam a rede de
cooperação interna, que tem o objetivo
de difundir a cultura organizacional com base
nos princípios de RSE e, também,
promovê-los entre os seus stakeholders 1 (partes interessadas 2). No caso da COPEL, as partes
interessadas são os consumidores, os clientes,
a força de trabalho 3, os acionistas e os
fornecedores da Empresa. Também o meio
ambiente e a Comunidade constituem-se stakeholders
da Companhia. A proposta é que a força
de trabalho, em todas as áreas da Empresa,
pensem e atuem de maneira sistêmica.
1 Stakeholders = 2 Partes interessadas: agentes que apóiam ou se relacionam operacionalmente com a empresa. São as partes interessadas que se relacionam de alguma forma com a organização: empregados, clientes, consumidores, fornecedores, agências governamentais, parceiros, entre outros.
3 Força de trabalho: Pessoas que compõem uma organização e que contribuem para a consecução das sua estratégias, dos seus objetivos e das suas metas, tais como: empregados em tempo integral ou parcial, temporários, estagiários, autônomos e contratados de terceiros que trabalham sob a coordenação direta da organização.
INDICADORES ETHOS
Pelo
terceiro ano consecutivo, a COPEL fez a auto-avaliação
a partir dos indicadores do Instituto Ethos de Empresas
e Responsabilidade Social, que serve como balizador
da evolução das ações
de responsabilidade social da Empresa. Os resultados
de 2003 apontam um pequeno crescimento na performance
global. A média de pontuação
cresceu de 6,23 (2002) para 6,42 (2003). O maior
impacto positivo se deve ao item “Comunidade”,
no qual houve um salto de uma média de 6,24
(2002) para 7,39 (2003). Esta performance é
reflexo da evolução dos projetos sociais
com o público externo, os quais garantem
o apoio e a interação com a sociedade
civil organizada.
OFICINA AA 1000
Entre
os dias 11 e 12 de novembro de 2003, a COPEL participou
da Oficina Brasileira AA 1000 (AccountAbility 1000),
método de gestão da contabilidade,
auditoria e relato da responsabilidade corporativa,
que inclui as partes interessadas (stakeholders)
em todos os seus passos para dar mais credibilidade
à responsabilidade corporativa da Organização
que o adota. A meta da COPEL é adequar-se
à AA 1000 até o ano 2006.
Após
a Oficina, o Subcomitê de RSE fez um mapeamento
dos stakeholders. Foi adotado um modelo flexível,
em que certos stakeholders são situados nas
áreas de sombreamento correspondentes, como
mostra o gráfico abaixo:
MAPEAMENTO DOS STAKEHOLDERS DA COPEL
Todos os que influenciam e/ou são influenciados
pela Empresa

A
partir do mapeamento, foram definidos três
grupos de stakeholders (grupos-chaves) para início
do diálogo sistematizado: empregados, clientes
e fornecedores.
ACIONISTAS
A
COPEL possui hoje, além dos investidores
internacionais, cerca de 15 mil acionistas residentes
no País.
Para
uma melhor gerência e com a proposta de manter-se
transparente, moderna e aberta, a Companhia mantém
à disposição a Central de Acionistas
e Custódia, instalada no 2º andar do
edifício-sede da Empresa, na Rua Coronel
Dulcídio, 800, em Curitiba.
A
Central presta informações sobre a
posição acionária individual,
dividendos, cotação das ações,
solicitações de emissão de
certificados, crédito dos dividendos e demais
informações, prevendo sempre o bom
relacionamento entre a Companhia e seus acionistas.
A
partir do exercício de 2003 a Central passou
a prestar serviços também aos consumidores
detentores dos créditos do Empréstimo
Compulsório da Eletrobrás, os quais,
hoje, representam 23 mil clientes. A estes são
fornecidos extratos, efetuados créditos dos
juros e fornecidas outras informações,
nos mesmos moldes do serviço que é dispensado aos acionistas.
Para
maior agilidade e aproximação entre
a COPEL e seus Acionistas/Consumidores, os serviços
estão disponíveis também por
telefone, por meio de ligações gratuitas
no número 0800 41 2772.
PÚBLICO INTERNO
A
Superintendência de Recursos Humanos (SRH),
em consonância com o processo de reestruturação
organizacional para a reunificação
da COPEL, em 2003 fez diversas adequações
em todas as suas áreas, enfatizando as funções
de Planejamento e Gestão e de Acompanhamento
de Pessoas.

ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS
HUMANOS
O
processo de suprimento de recursos humanos da COPEL é feito através de concursos públicos.
No exercício de 2003 houve 506 admissões
que possibilitaram a substituição
de desligados e/ou terceirizados, bem como o preenchimento
de novos postos de trabalho em segmentos essenciais
à atuação da Companhia.
Nos
concursos realizados em 2003, a Empresa direcionou
10% das vagas do teleatendimento para portadores
de deficiências e/ou necessidades especiais.
Ou seja, o dobro dos 5% exigido por lei.
Com
as novas contratações foi revitalizado
o PINE (Programa de Integração do
Novo Empregado), um encontro com os novos empregados
em que se apresentam as diversas atividades da Empresa
e os diretores e
gerentes de áreas.
Para
oportunizar condições de crescimento
profissional ao seu corpo de empregados, a COPEL
dispõe de um Plano de Cargos e Salários
que define as condições de acesso
funcional dentro das respectivas carreiras de ingresso
dos seus trabalhadores. A Empresa realiza constantemente
pesquisas salariais e monitoramento de mercado para
estabelecer sua política salarial. Para permitir
a sua modernização e/ou adequação
aos desafios empresariais, até dezembro de
2004 serão propostos ajustes no seu Plano
de Cargos e Salários.
Com
a finalidade de disponibilizar um instrumento de
gestão que permita preservar o conhecimento
necessário ao desenvolvimento dos trabalhos
em atividades consideradas chave para o sucesso
da Organização, a COPEL desenvolve
e aplica um Plano de Sucessão que, em sua
primeira fase, criou 59 novas vagas para a admissão
de futuros sucessores.
Educação
e Treinamento - A COPEL tem compromisso
com o desenvolvimento profissional e a empregabilidade
de seus colaboradores. Por isso, oferece diversas
formas de capacitação e aprimoramento
continuado. A maior parte dessas atividades é
realizada internamente (in company) para suprir
demandas geradas pela implementação
de novas tecnologias e processos. São desde
cursos técnicos até especializações,
em parceria com instituições como
a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM),
Universidade Federal do Paraná e o Senai,
entre outros.
Os
empregados também são incentivados
a participar de eventos, cursos de curta duração
e especializações oferecidas por outras
instituições.
Em
2003, pode-se destacar a realização
dos seguintes cursos: Programa de Formação
de Novos Teleatendentes (com 225 participantes)
e Programa de Formação de Novos Eletricistas
(165 formandos).
Ambos
foram realizados de forma descentralizada nas cinco
sedes de Superintendências Regionais de Distribuição,
e são exigências da legislação
em vigor.
Além
destes, é importante enfatizar a realização:
1) do curso de Formação de Pregoeiros
(Pregão), treinamento que formou empregados
aptos a realizar compras através do modelo
de licitação denominado Pregão;
2) do Programa SAVE, que estimula os profissionais
a refletirem e tomarem consciência das principais
causas dos acidentes de trabalho na Organização
pelo prisma psicológico, com a intenção
de prevenir e diminuir o índice de acidentes;
3) do MBA em Gestão Corporativa do Negócio
Energia, que visa preparar uma massa crítica
para atuar nas negociações do mercado
de energia elétrica.
Bolsas
de estudo -
A COPEL oferece auxílio-financeiro aos empregados que fazem cursos de nível médio, com cobertura de 60% do custo das mensalidades e teto de R$ 300,00.
Educação
continuada - Em 2003, também foram
realizados os seguintes cursos e treinamentos na
área da Qualidade: Gestão pela Qualidade
Total, com 219 participantes; Treinamento em 5S
para Atendentes, com 33 participantes; cursos sobre
Ferramentas da Qualidade; e Avaliação
da Satisfação dos Clientes.
Foram
realizados eventos descentralizados no âmbito
da gestão pela qualidade, como subsídio
e preparação para os processos de
certificação e monitoramento dos 5S
e para o programa Excelência da Gestão
COPEL.
Combate
a situações de assédio moral
- Com o objetivo de evitar situações
nesse sentido, o tema assédio moral será
incluído nos treinamentos gerenciais a partir
de 2004.
Treinamento
para prestadores de serviços - O destaque
na área de treinamento da COPEL tem sido
a parceria com entidades especializadas em treinamento
de empregados de empresas prestadoras de serviços
voltados à energia elétrica. Os resultados
são os mais positivos possíveis, pois
desde o início desses treinamentos não
há registro de acidentes fatais com empregados
que atuam como empreiteiras da Companhia.
Integração de trabalhadores terceirizados - Busca-se constantemente a integração
das pessoas que prestam serviços à
COPEL, incentivando-se sua participação
em eventos sociais e ações coletivas.
Relações
Sindicais - A COPEL mantém relacionamento
com seus empregados por meio de celebração
de acordos coletivos de trabalho com 15 entidades
sindicais. Os diversos aspectos acordados entre
as partes são abordados em reuniões
formais realizadas quadrimestralmente. Já
as reivindicações específicas
são tratadas por meio de canal permanentemente
aberto entre as partes.
SEGURANÇA NO TRABALHO
As
atividades desenvolvidas pela COPEL requerem atenção
extrema com a segurança. Assim, todas as
unidades da Empresa contam com uma equipe interna
de prevenção de acidentes.
Estrutura
- A estrutura de gestão da Segurança
no Trabalho tem sede em Curitiba, onde é
realizada a administração, além
da normatização das técnicas,
avaliações ambientais, avaliações
técnicas de materiais específicos
e a sua homologação, treinamentos
de combate a incêndios, produção
de estatísticas, entre outras atividades.
CIPAs
- As equipes das Comissões Internas de Prevenção
de Acidentes (CIPAs), espalhadas por todo o Paraná,
executam os procedimentos e promovem a educação
para a prevenção. Todas as unidades
da COPEL têm uma CIPA ou, pelo menos, um representante
que participa de uma comissão de uma unidade
próxima. Assim, todos os empregados recebem
treinamento e participam dos processos de gestão
das Comissões. Cada CIPA elabora sua programação,
em que estão inclusos trabalhos com a comunidade,
feitos por empregados que atuam como voluntários
em palestras e ações em escolas, instituições
e associações de bairros situadas
em todas as localidades em que a COPEL atua. Durante
todo o ano de 2003, foram realizadas inúmeras
palestras e ações com temas como ergonomia,
mudança de comportamento, análise
de riscos, entre outros, atendendo o corpo funcional
da COPEL e a comunidade.
Além
das CIPAs de cada unidade da COPEL, também
existem as CIPAs Setoriais, que reúnem empregados
de uma mesma área de atuação
para tratar de temas específicos a eles.
Gestão
da Segurança do Trabalho - Em 2003,
as unidades da COPEL de Londrina e Maringá
iniciaram a implantação da Gestão
de Segurança no Trabalho, um modelo de gestão
participativa e controle das atividades que leva
à prevenção de acidentes e
à promoção da saúde.
A intenção é eliminar e/ou
controlar os fatores que causam acidentes e doenças
do trabalho, pela adequação do meio,
das formas de execução do trabalho
e da rotina. Os resultados foram expressivos já
nesse primeiro ano de implantação.
ESTATÍSTICAS DE ACIDENTES NA COPEL
NÚMERO DE ACIDENTES DO TRABALHO

Estatísticas
de Acidentes com Terceiros - Nos números
abaixo estão inclusos os acidentes na comunidade
(público consumidor), contratados e empreiteiras
a serviço da COPEL.

QUALIDADE DE VIDA
A
COPEL desenvolve diversas ações para
promover a qualidade de vida de todos aqueles que
fazem parte das suas relações. No
ambiente de trabalho, a promoção da
qualidade de vida e a satisfação dos
empregados da COPEL envolvem aspectos sociais, de
segurança do trabalho e saúde ocupacional.
A
proposta das ações é que o
clima organizacional seja propício ao bem-estar,
à satisfação e à motivação
das pessoas.
Anualmente
a COPEL realiza uma pesquisa do clima organizacional
(PCO), que visa avaliar o bem-estar, a satisfação
e a motivação da força de trabalho.
Em 2003, o formato foi reavaliado e, por causa da
reestruturação interna, a pesquisa
não foi realizada.
Práticas
de Qualidade de Vida (Segurança no Trabalho) - Entre outras, a COPEL realiza as seguintes atividades
de Qualidade de Vida e Segurança no Trabalho:
• Minuto da Segurança;
• Programa Quase Acidentes;
• SIPATs;
• Programa de Prevenção de Riscos
Ambientais;
• Programa Aponte o Risco;
• Palestras de Segurança;
• Inspeção de EPIs, EPCs e ferramental;
• Kombi da Segurança;
• Medicina do Trabalho e Gestão da
Saúde;
• Programa de Controle Médico de Saúde
Ocupacional (PCMSO);
• Programa Absenteísmo Doença
(PAD);
• Programa de Dependências Químicas
(PCAE);
• Processo COPEL de Qualidade de Vida (palestras
orientativas);
• Campanhas de Vacinação;
• Processo de Certificação em
5S.
SERVIÇO SOCIAL
A COPEL dispõe de assistentes sociais que
orientam, de forma permanente e integral, sobre
as necessidades básicas e sobre a utilização
dos benefícios e serviços individuais
e de grupo.
BENEFÍCIOS
A
COPEL oferece benefícios para os seus colaboradores
e respectivos familiares, além da obrigatoriedade
legal, como auxílio-doença, auxílio-alimentação,
auxílio-creche e auxílio a portadores
de necessidades especiais.
Auxílio a portadores de necessidades especiais
- Os beneficiários com deficiências,
ou com filhos portadores de deficiência, recebem
um auxílio custeado pela COPEL.
Auxílio-funeral - Benefício de pagamento único, em
caso de óbito de dependentes de ativos, aposentados
e pensionistas devidamente cadastrados como beneficiários
na Fundação.
Plano
de saúde - O plano de saúde
é um benefício para os empregados,
dependentes, aposentados, pensionistas e respectivos
dependentes. Nesse caso, a Fundação
COPEL atua como operadora do plano de saúde
Prosaúde, que inclui o Plano Odontológico.
O plano está adaptado à Lei 9656/98,
sendo único e integral a todo e qualquer
beneficiário. O plano tem co-participação
nas despesas ambulatoriais e nenhuma co-participação
nos procedimentos hospitalares. A utilização
pode ocorrer na rede credenciada e em estabelecimentos
não-credenciados (pelo reembolso de despesas).
Plano
odontológico - São oferecidos
tratamentos clínicos, cirúrgicos e
protéticos aos beneficiários inscritos
no plano principal (módulo médico
hospitalar), com co-participação nos
pagamentos.
Assistência
farmacêutica - É oferecida
cobertura para medicamentos e utilização
ambulatorial e hospitalar: os medicamentos hospitalares
têm cobertura integral; medicamentos para
portadores de doenças chamadas de alto custo
ou terminais têm cobertura de 90% do valor;
medicamentos de uso contínuo têm cobertura
de 60%; e medicamentos de uso eventual, 30%. Já
os medicamentos genéricos são custeados
em 50% do respectivo preço.
NÚMEROS ATUAIS DE FILIADOS AO PROSAÚDE

ENTIDADES PROFISSIONAIS E ASSOCIAÇÕES
DE EMPREGADOS
A
COPEL mantém parcerias com todas as entidades
representativas dos empregados. Exemplos: a Associação
COPEL, entidade de cunho sociocultural e recreativo,
bem como suas filiadas regionais, realiza amplo
trabalho em todo o Estado do Paraná, promovendo
a integração entre os empregados,
aposentados, pensionistas e seus familiares; e a
Associação de Profissionais da COPEL
(APC), congrega os profissionais de nível
superior da Empresa e, ao longo da história,
trouxe inúmeras contribuições
à gestão da Companhia.
GESTÃO DA CULTURA ORGANIZACIONAL
Em
cada empresa há um conjunto de valores que
norteiam comportamentos e estabelecem sua forma
de funcionamento. Quando os empregados internalizam
estes valores, seu comportamento traduz os princípios
da Organização.
ESCOPO DA FUNÇÃO GESTÃO
DA CULTURA ORGANIZACIONAL
 •
Promover a internalização dos valores
que norteiam a forma de funcionamento da Companhia
junto ao corpo funcional.
 •
Definir diretrizes capazes de orientar as ações
das diversas funções da COPEL, no
que se refere à função Cultura
Organizacional.
 •
Realizar plano de acompanhamento que permita avaliar
a efetividade das ações da gestão
da cultura organizacional.
PRINCIPAIS AÇÕES PARA 2004
Além
de apoiar outros programas, processos e projetos
das diversas áreas da Companhia, a COPEL
desenvolveu também as seguintes iniciativas:
Programa
Identidade COPEL: considerando o referencial
estratégico COPEL, a proposta visa alinhar
as ações das diferentes funções
da Companhia na busca de uma identidade comum. Realização
de alinhamento conceitual em toda a Empresa.
Inovações
COPEL: promover a criação
de uma cultura empreendedora e inovadora na COPEL
por meio do registro, divulgação e
compartilhamento dos conhecimentos; desenvolver
inovações tanto em produtos quanto
em processos, proporcionando, desta forma, a valorização
das pessoas e do conhecimento gerado (capital intelectual).
Comunicação
da Cultura Organizacional: promover a disseminação
dos conceitos, diretrizes e ações
relativos à cultura organizacional no âmbito
da Companhia. A disseminação ocorrerá
por meio dos instrumentos de comunicação
já existentes na COPEL (Recado aos Copelianos,
COPEL Informações, entre outros).
Os conceitos, diretrizes e ações relativos
à cultura organizacional também serão
abordados nos diversos eventos realizados na Companhia.
Desenvolver
modelo de Gestão do Conhecimento:
o objetivo é traçar e analisar os
fluxos de informação e conhecimento
dentro e fora da Empresa, a fim de facilitar a troca
de informações e conhecimentos, armazená-los
e torná-los fator estratégico para
se obter vantagem competitiva. A COPEL está
estruturando um programa de Gestão do Conhecimento.
Em 2003, foram dados os primeiros passos para se
alinhar a estrutura de gestão aos valores
e aos atuais processos internos da Empresa. A idéia
é traçar e analisar os fluxos de informação
e conhecimento dentro e fora da COPEL, além
de potencializar as relações entre
as partes envolvidas (stakeholders), promover a
educação continuada, facilitar a integração
das áreas e funções, disponibilizar
informações para os diversos níveis
de decisão, promover a comunicação
intensa e ganhar vantagem competitiva.
GESTÃO PELA QUALIDADE
Em
2003 a Gestão pela Qualidade, por meio do
processo de Certificações em 5S, proporcionou
às unidades certificadas a conquista de bons
resultados e ganhos de cunho social, como a eliminação
de condições inseguras nos ambientes
de escritório, zelo pelo ambiente, reciclagem
de lixo, saneamento de estoques de materiais, ações
de implantação dos 5S em escolas como
trabalho voluntário, orientações
sobre segurança em área de risco,
e controle e/ou eliminação de vazamentos
de óleo e produtos químicos nas usinas,
sempre buscando-se a preservação ambiental.
Merece destaque também a atuação
voluntária e matricial das pessoas na divulgação
da filosofia da qualidade, o que pressupõe
comportamento socialmente responsável tanto
na empresa como na comunidade.
PROGRAMA EXCELÊNCIA DA GESTÃO
Como
evolução da Certificação
em Qualidade de Gestão, em 2003 foi criado
o Programa Excelência daGestão COPEL,
o qual utiliza os Fundamentos e Critérios
de Excelência do PNQ - Prêmio Nacional
da Qualidade, como ferramenta para a melhoria da
gestão empresarial.
GESTÃO PARTICIPATIVA
O
planejamento estratégico realizado em 2003
contou, pela primeira vez, com o envolvimento de
aproximadamente 400 funcionários de diversas
áreas e níveis hierárquicos
a fim de definir as prioridades para o ano de 2004.
A
participação efetiva no planejamento
trouxe um resultado inédito para a COPEL:
o maior volume de produtos gerados por espaço
de tempo. A partir de 2004 será dada ênfase
ao envolvimento dos profissionais no processo de
planejamento nos níveis tático e operacional,
para que os objetivos estabelecidos sejam atingidos
no período 2004-2005.
O
ano de 2004 será o da consolidação
do novo processo de planejamento integrado, de modo
a ressaltar os interesses da sociedade, consumidores,
acionistas e empregados.
FORNECEDORES
A
avaliação dos Indicadores de Responsabilidade
Social do Instituto Ethos mostrou que a COPEL precisa
ter um posicionamento mais enfático na sua
cadeia produtiva. A Empresa entende que o envolvimento
dos stakeholders no processo de disseminação
da responsabilidade social é imprescindível.
Assim, a Superintendência de Logística
de Suprimento, em conjunto com a equipe de Responsabilidade
Social da Empresa tomou algumas iniciativas nesse
sentido, como, por exemplo, o estabelecimento de
uma cláusula contratual relacionada à Responsabilidade Social:
CLÁUSULA CONTRATUAL DA RESPONSABILIDADE
SOCIAL
As partes contratantes se comprometem a:
a) não permitir a prática de trabalho
análogo ao escravo ou qualquer outra
forma de trabalho ilegal, bem como a implementar
esforços junto aos seus respectivos fornecedores
de produtos e serviços, a fim de que
esses também se comprometam no mesmo
sentido;
b) não empregar menores de 18 anos para
trabalho noturno, perigoso ou insalubre, e menores
de dezesseis anos para qualquer trabalho, salvo
na condição de aprendiz, a partir
de quatorze anos;
c) não permitir a prática ou a
manutenção de discriminação
limitativa ao acesso na relação
de emprego, ou negativa com relação
a sexo, origem, raça, cor, condição
física, religião, estado civil,
idade, situação familiar ou estado
gravídico, bem como a implementar esforços
nesse sentido junto aos seus respectivos fornecedores;
d) proteger e preservar o meio ambiente, bem
como prevenir e erradicar práticas que
lhe sejam danosas, exercendo suas atividades
em observância dos atos legais, normativos
e administrativos relativos à área
de meio ambiente, emanadas das esferas Federal,
Estaduais e Municipais, incluindo, mas não
se limitando, ao cumprimento da Lei Federal
nº 6.938/81 (Política Nacional do
Meio Ambiente) e da Lei nº 9.605/98 (Lei
dos Crimes Ambientais), implementando ainda
esforços nesse sentido junto aos seus
respectivos fornecedores.
Parágrafo único. A COPEL poderá,
a qualquer tempo, fiscalizar o cumprimento das
obrigações conferidas à
CONTRATADA nesta cláusula, sendo-lhe
facultadas visitas a quaisquer
estabelecimentos desta. |
COMUNIDADE
A
COPEL desenvolve e apóia diversos projetos
sociais em áreas estratégicas para
o desenvolvimento humano e comunitário.
Programa
Fome Zero - Em 2003, a COPEL firmou com
o Programa do Voluntariado Paranaense (Provopar)
um convênio que incentiva a doação
em dinheiro por meio da fatura de energia elétrica
para o Programa Fome Zero, do Governo Federal. Todo
o custo operacional é patrocinado pela COPEL,
que não cobra nenhum percentual dos recursos
arrecadados.
A arrecadação por meio da fatura de
energia tem se elevado mês a mês, como
demonstram os resultados até dezembro/2003:
 •
número de clientes que aderiram: 14.762;
 •
total de doadores ativos: 735.800;
 •
total de doadores desistentes: 42.285;
 •
arrecadação repassada (junho a dezembro/2003)
ao Provopar: R$ 190.320,95;
 •
média de arrecadação mensal:
R$ 27.182,70 (sendo a menor arrecadação
R$ 7.770,30, ocorrida em
junho/2003, no início do Programa; e a maior,
em dezembro/2003, de R$ 34.094,95).
A
participação da COPEL nesse processo
responde, direta ou indiretamente, a princípios
do Global Compact e aos Objetivos de Desenvolvimento
do Milênio, ambos da Organização
das Nações Unidas (ONU), em diversas
das suas dimensões, principalmente na promoção
dos direitos humanos, redução da fome
e da miséria, e no trabalho em favor do desenvolvimento
sustentável.
Os
recursos repassados ao Provopar têm sido investidos
na implementação de cozinhas industriais
em comunidades carentes. O trabalho é desenvolvido
por voluntários que treinam pessoas dessas
localidades, ensinando técnicas de segurança
e higiene alimentar. Todos aprendem a desenvolver
diversos produtos que, além de melhorarem
a alimentação nas próprias
casas dos beneficiários, também são
fonte de geração de renda e emprego,
pois qualificam profissionalmente os envolvidos
no processo. Em algumas dessas cozinhas o pessoal
está em fase de treinamento, enquanto em
outras já disponibilizam produtos para o
mercado consumidor.
Luz
das Letras - Projeto de alfabetização
de jovens e adultos por computador, considerada
a principal das ações sociais comunitárias
da COPEL. Devido a questões técnicas
e pedagógicas que precisam ser revistas,
o projeto foi parcialmente paralisado em 2003, devendo
ser retomado em 2004.
EletriCidadania
de Voluntariado Corporativo - Esse programa
incentiva e reconhece o trabalho voluntário
dos empregados. Para cada empregado voluntário
são concedidas liberações de
até quatro horas/mês nessas atividades.
Kit Escola - O Kit Escola é uma
Campanha de Segurança na Comunidade - Prevenção
de Acidentes com Eletricidade. Seu objetivo é
disponibilizar informações sobre segurança
no uso de energia elétrica de forma didática,
para melhorar o grau de satisfação
dos clientes a respeito do uso seguro da energia
elétrica.
O Kit, composto por transparências para apresentação,
um manual do instrutor, cartazes e material didático-informativo
(cartilha, caderno, régua e jogo de memória),
visa unificar o discurso e facilitar o trabalho
dos voluntários da COPEL, além de
preservar a boa imagem da Empresa. E está
à disposição de todos os empregados
da COPEL que desejem difundir o conhecimento sobre
os riscos da energia elétrica, o seu uso
adequado e seus benefícios. A princípio
foram confeccionadas 150 mil peças de cartilhas,
cadernos, réguas e jogos da memória,
30 mil cartazes com os dez temas mais comuns de
acidentes com a comunidade, 15 mil sacolas e 500
jogos de palestra (transparências e manual
do instrutor).
AÇÕES DE CARÁTER ECONÔMICO-SOCIAL
•
Luz Fraterna - Programa do Governo do Estado
que assume o pagamento do consumo de energia elétrica
para famílias de baixa renda com consumo
mensal de até 100 kWh. Foi aprovado pela
Lei Estadual 14.087, de 12/08/03, e iniciou-se em
26 de setembro de 2003. Nesse ano foram beneficiadas
mais de 235 mil famílias, gerando um valor
total de R$ 5.624 mil. Em termos de consumo, foram
fornecidos 184,4 GWh.
•
Desconto na conta de energia – Pela
Resolução nº 284, de 23/06/2003,
a Aneel autorizou a COPEL a reajustar suas tarifas
de energia numa média de 25,27%, a partir
de 24/06/2003. Entretanto, a Companhia optou por
aplicar esse reajuste de forma parcelada aos consumidores
adimplentes, e integralmente para os inadimplentes.
Assim, até dezembro de 2003, os consumidores
adimplentes tiveram descontos tais que suas tarifas
ficaram as mesmas da resolução anterior,
vale dizer, sem aumento tarifário. Foi previsto
que, a partir de janeiro de 2004, o desconto seria
reduzido para os consumidores adimplentes, ficando
numa média de 8,20%.
O principal objetivo da medida foi atenuar os impactos
desse reajuste para os consumidores paranaenses,
notadamente para os mais carentes. Com a medida,
pretendeu-se contribuir para impedir uma eventual
depressão do consumo, e seu conseqüente
impacto no atendimento das necessidades básicas
e da qualid | | | | |