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A
COPEL entende que a viabilidade de seu negócio
está relacionada diretamente com a conservação
do meio ambiente e, desde a década de 70,
conta com equipes especializadas no tema. Em 2003,
houve uma aproximação efetiva dos
profissionais de Meio Ambiente com os de Responsabilidade
Social, o que permitiu a construção
de uma política única - citada anteriormente
- que visa a sustentabilidade da Empresa, e o seu
desenvolvimento conjunto com as comunidades do entorno
das suas instalações.
Para
isso, os projetos sempre contam com a participação
efetiva de organizações da sociedade
civil.
Atualmente,
as ações da Empresa nessa área
são coordenadas pelo Comitê de Política
Ambiental da COPEL e pela Coordenação
Institucional de Meio Ambiente (CMA), ligada diretamente
à Presidência da Companhia.
Uma
das principais ações trata da implementação
do Sistema de Gestão Ambiental (SGA) de acordo
com as normas da série NBR-ISO 14000. Todo
o processo vem sendo desenvolvido e aplicado utilizando
a tecnologia denominada Sistema de Informações
Geográficas (SIG) - mais conhecida, em inglês,
como GIS (Geographic Information System). Isso resulta
num trabalho integrado e matricial entre as áreas
compreendidas pela Superintendência de Assuntos
de Meio Ambiente e Fundiário, Equipe de Meio
Ambiente da área de Distribuição
e a Superintendência de Tecnologia de Informação,
por meio do setor de Sistemas Corporativos.
PLANOS DE DESENVOLVIMENTO
Em
2002 e 2003 foram encaminhados ao IAP seis Planos
Diretores, que visam orientar as ações
em cada um dos principais reservatórios da
COPEL. Estes planos estão voltados para o
uso e ocupação das águas e
do entorno dos reservatórios das seguintes
usinas:

• Usina Governador Bento Munhoz da Rocha Neto
(UGBM);

•
Usina Governador Ney Aminthas de Barros Braga (UGNB
) e Desvio do Rio Jordão (UDRJ);

•
Usina Governador Parigot de Souza (UGPS);

•
Usina Salto de Salto Caxias (USCX);

•
Usina de São Jorge (USJR) – Reservatório
de Alagados;

•
Usina Hidrelétrica Mourão (UMOU) –
Reservatório Lago Azul.
Esses
planos incluem uma proposta de zoneamento nas áreas
ao entorno dos reservatórios, em uma faixa
de mil metros de largura, em que constam o que é
permitido, permissível e proibido realizar
nessas áreas. Segundo o IAP, é a COPEL
quem possui a competência técnica para
definir essas zonas.
GESTÃO POR SISTEMA DE INFORMAÇÃO
GEOGRÁFICA (SIG)
As
áreas socialmente afetadas pela construção
de hidrelétricas pertencentes à COPEL
são gerenciadas por aplicativos de software
SIG, que unem informações geográficas
(situa onde as coisas estão) com informações
descritivas (o que e como são).
Mais
que um mapa de papel plano comum, um SIG pode ter
muitas camadas de informações, inclusive
em três dimensões, destacando relevos,
sistemas viários, imóveis, áreas
de reservas florestais, cidades, rios, lagos, represas,
entre outros. Com ele é possível acompanhar
os impactos da ação do homem em todos
os níveis da natureza (solo, água,
vegetação, fauna, ar) e realizar ainda
um sobrevôo virtual pela superfície
mapeada. Isso significa que, considerando a posição
dos pontos, é possível definir quantos
quilômetros quadrados um reservatório
de uma hidrelétrica ocupa, bem como sua área
de entorno de proteção ambiental permanente,
e ilustrar planos diretores e respectivos zoneamentos
dos reservatórios.
Entre os benefícios diretos do uso do sistema
estão:

•
a gestão, o encaminhamento, o acompanhamento
do transporte e a deposição final
ambientalmente correta de resíduos. Na COPEL
os resíduos provenientes da manutenção
e operação das usinas já são
gerenciados pelo Subsistema Zere – Zero de
Efluentes e Resíduos, um subsistema do SGA;

•
estímulo a programas de educação
ambiental realizados com o apoio do Museu Regional
do Iguaçu;

•
localização de clientes (rua e código
postal) e informações de dados de
vendas, localização de fábricas,
armazéns, meios e vias de distribuição;

•
localização de endereços ou
coordenadas geográficas de equipamentos,
como postes e transformadores elétricos;

•
definição de melhores rotas para coletas
e entregas, entre outras ações.
PROGRAMAS AMBIENTAIS
Em
2003, a COPEL manteve várias ações
que privilegiaram a conservação ambiental
e a minimização do impacto social
nas comunidades dos entornos:
Usina
Hidrelétrica de Salto Caxias (UHE SCX)
- Na região da Usina Hidrelétrica
de Salto Caxias foram desenvolvidos diversos programas,
como o de reassentamentos, que atendeu mais de mil
famílias, em diversas comunidades. Dessas,
600 famílias em reassentamentos coletivos
e as demais por meio de carta de crédito
(reassentamentos individuais). Esse programa foi
reconhecido pela Internacional Hydropower Association,
em 2003, ao receber o prêmio Blue Planet Prize.
Programa
de Reassentamento – UHE GNB - Foi
dada continuidade, em 2003, ao Programa de Reassentamento
da Usina Hidrelétrica Governador Ney Braga,
Reassentamento Segredo IV, o qual atendeu 77 famílias.
Além do trabalho em parceria com a Associação
de Reassentados, a COPEL entregou equipamentos odontológicos
e ambulatoriais e foram outorgadas as escrituras
provisórias aos reassentados.
Centro
de Pesquisa na Floresta Nacional do Açungüi
- Como medida compensatória prevista
na Licença de Instalação da
Linha de Transmissão 230 kV Bateias - Jaguariaíva,
a COPEL firmou um Termo de Compromisso com o IBAMA
que deu origem ao Centro de Pesquisa e Treinamento
da Floresta Nacional do Açungüi, em
Campo Largo.
Museu
Regional do Iguaçu - Em 2003, o
Museu Regional do Iguaçu recebeu 16 mil visitantes.
Desses, 4.045 participaram do Circuito Integrado,
uma atividade de Educação Ambiental
em que se dá a interação com
os processos de ictiofauna (peixes e outros animais
aquáticos), e de produção de
mudas. Também visitaram o acervo da memória
cultural do salvamento arqueológico da região
do Rio Iguaçu e a Usina Hidrelétrica
Governador Ney Braga.
Programa
Mono-Carvoeiro - A COPEL alterou o traçado
da Linha de Transmissão 230 kV Bateias -
Jaguariaíva para preservar uma comunidade
de monos-carvoeiros, também chamados de muriquis.
Essa espécie
de macacos não era registrada pela comunidade
científica paranaense há pelo menos
30 anos.
Repovoamento dos rios - Foram produzidos por desova
induzida e distribuídos nos diversos reservatórios
da Empresa 156 mil alevinos de peixe surubim e 1.340.000
alevinos de bagre. Também foram entregues
580 mil alevinos ao IBAMA/Sadia em cumprimento a
compromisso firmado através de convênio.
Nesse projeto a COPEL tem importante parceria com
o Núcleo de Pesquisas em Limnologia (1), Ictiologia (2)
e Aqüicultura (3) Nupelia, da Universidade Estadual
de Maringá (UEM).
1 Limnologia: parte da biologia que trata das águas doces e de seus organismos, principalmente do ponto de vista ecológico.
2 Ictiologia: estudo dos peixes.
3 Aqüicultura: produção controlada de peixes, animais e plantas aquáticas.
PROGRAMA DE REORGANIZAÇÃO
DE ÁREAS REMANESCENTES
A COPEL atua junto à população
diretamente ou indiretamente afetada pelo reservatório
de Salto Caxias de acordo com critérios pré-definidos
pelos órgãos responsáveis,
dando a correta destinação das áreas
remanescentes. Esse programa, de caráter
social, foi instituído no EIA/Rima (Estudo
de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto
Ambiental), e faz parte do Programa Básico
Ambiental da Usina Hidrelétrica de Salto
Caxias.
Programa Zere - A COPEL ganhou o Prêmio Expressão
de Ecologia em Controle Ambiental pelo Programa
Zere de avaliação e estabelecimento
de alternativas para a gestão de resíduos
e efluentes em usinas geradoras de energia, desenvolvido
em parceria com o Lactec.
Selo
Procel de Eficiência Energética - A
COPEL incentiva a aquisição de eletrodomésticos
e lâmpadas com o selo Procel de Eficiência
Energética, ofertando bônus para os
clientes que comprovadamente utilizam esses produtos.
A Empresa realiza também campanhas de doação
de lâmpadas fluorescentes compactas com esse
selo.