DESEMPENHO ECONÔMICO-FINANCEIRO

Com a intensa atuação da gestão, a Companhia reverteu índices que se encontravam insatisfatórios. Com a revisão de contratos, os quais penalizavam a Empresa, buscou-se a transparência e a valorização de sua missão social, sem deixar de melhorar o desempenho econômico-financeiro, como destacado a seguir:
Em 2003, o resultado da Companhia foi positivo em R$ 171 milhões, contrapondo-se ao prejuízo de R$ 320 milhões apurado no exercício de 2002. O aumento na receita bruta de 13,7% (de R$ 3.792 milhões em 2002 para R$ 4.279 milhões em 2003) deve-se, principalmente, à ampliação do faturamento:

1) De fornecimento (13%), o que reflete o crescimento de mercado em 1,2%, o reajuste tarifário concedido em junho de 2002, de 10,96%, e as contas em atraso emitidas após junho de 2003, que incluíram 25,27% de reajuste para os consumidores inadimplentes;
2) De suprimento (72,5%), originado no crescimento das vendas de energia por contratos bilaterais, principalmente com a Elektro (511 GWh, em 2002, e 1.190 GWh, em 2003), e a Celesc (43 GWh, em 2002, e 1.139 GWh, em 2003).

Quanto às despesas operacionais, destaca-se o aumento de 23% em comparação aos gastos de 2002 (R$ 2.895 milhões contra R$ 2.353 milhões), tendo como principal conseqüência o crescimento nas rubricas: Material e Insumo para Produção de Energia (57%), em razão da contabilização do gás para a Usina de Araucária; Encargos de Uso do Sistema de Transmissão (45%); Energia Elétrica Comprada para Revenda (36%), em função da apropriação da energia comprada da Cien; Taxas Regulamentares (27%), dentre as quais destaca-se a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), criada para promover a competitividade da energia de fontes eólicas, PCH, biomassa, gás natural e carvão, e a universalização do serviço de energia elétrica; e Planos Previdenciário e Assistencial (20%).
O EBITDA, ou LAJIDA (Lucro Antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) totalizou R$ 387,9 milhões, valor inferior em 35,1% ao apresentado em 2002, que foi de R$ 597,8 milhões:


O resultado financeiro teve o impacto positivo de R$ 561 milhões decorrente, principalmente, das variações cambiais originadas na moeda norte-americana, a qual teve variação de –18,2%.
A rentabilidade (lucro líquido ÷ patrimônio líquido) em 2003 apresentou o percentual de 3,52%, contrapondo-se ao índice negativo de 6,77% do exercício de 2002.

 

HEDGE

Com vistas a reduzir a exposição à variação cambial, a Companhia realizou, com a assessoria do Banco do Brasil S/A., operação de hedge da sua dívida, representada por Eurobônus de US$ 150 milhões com vencimento em 2 de maio de 2005. A operação consiste na troca de 100% da variação cambial por uma média de 75,19% da Taxa de Depósito Interbancário (CDI).

 

VALOR ADICIONADO

DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO - 2003

 

 

O Valor Adicionado Total (VAT) neste exercício foi maior que o do ano anterior em 11,5%, correspondentes a R$ 242,0 milhões, representando 54,7% da receita bruta. Este resultado demonstra o desempenho da Empresa na geração interna de recursos.
Outro ponto que merece ser observado é a Distribuição do Valor Adicionado de 2003, injetando na economia do Estado do Paraná R$ 1,5 bilhão, decorrentes do recolhimento de impostos (principalmente o ICMS), da emuneração dos empregados, do lucro retido na Empresa e da participação acionária do Estado, ultrapassando em R$ 601,3 ilhões o verificado no exercício de 2002, chegando a 63,8% do valor total distribuído pela COPEL.

 

EVOLUÇÃO DA DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO ( EM R$ MILHÕES)

 

 

TARIFAS

Alinhada com a meta estratégica do Governo Estadual de ter uma das tarifas mais baratas do Brasil, a COPEL, seguindo essa diretriz, provisoriamente deixou de aplicar para os consumidores adimplentes o reajuste de 25,27%, concedido pela Aneel em junho de 2003.
A partir de janeiro de 2004, a COPEL decidiu reduzir o percentual de desconto oferecido aos consumidores adimplentes. Tal decisão ocasionou elevação média de 15% no valor total das faturas de energia. Entretanto, os consumidores da COPEL permanecem sendo beneficiados por um dos menores custos finais de energia do País, pois a parcela mantida do desconto oferecido, de 8,9% em média, continuará representando significativa vantagem aos clientes.

 

INADIMPLÊNCIA

A partir do período contábil de 2003, a COPEL passou a calcular o Índice de Inadimplência do produto Fornecimento de Energia Elétrica utilizando a seguinte metodologia de cálculo:


I I = Percentual de Inadimplência em 2003.
Considera-se inadimplente o consumidor com débito vencido há mais de 15 dias, em conformidade com o prazo de Aviso de Vencimento (Resolução Aneel nº 456/00);
Excluído dos débitos vencidos o reconhecimento de “PERDAS” pela Companhia.

 

INADIMPLÊNCIA - 2003 (R$ MILHÕES)


O evento subseqüente refere-se aos pagamentos feitos pelo Governo do Estado do Paraná, em fevereiro de 2004, das faturas vencidas até setembro de 2003.

 

RELAÇÕES COM O MERCADO

A Diretoria de Relações com Investidores, ao longo do ano, recebeu visita de expressivo número de investidores e analistas do mercado de capitais (nacional e internacional). Foram promovidas também visitas às instalações da Companhia. A Empresa ainda participou de conferências, seminários e reuniões, e realizou road shows nos principais centros financeiros do Brasil, Europa e Estados Unidos.
Com o compromisso de crescente transparência na divulgação de informações, a COPEL reestruturou sua área de relações com investidores e criou novos canais de comunicação com analistas e investidores do mercado de capitais.
Fruto deste trabalho, em 2003 a COPEL foi agraciada pela revista americana Investor Relations – IR Magazine, na categoria de empresas de pequena e média capitalização com títulos na NYSE” (smal & mid cap), com o prêmio de “Melhor Empresa do Brasil em Relações com Investidores”. Esse prêmio reflete a opinião dos analistas e investidores do mercado de capitais e o reconhecimento da importância dedicada pela COPEL ao bom relacionamento com o mercado. Expressa também seu esforço contínuo para obter um melhor desempenho do preço das ações, e práticas de transparência e de Governança Corporativa.
Além desse prêmio, a COPEL foi reconhecida como a empresa de serviços de utilidade pública mais respeitada no país e a terceira em todo o mundo, segundo aponta a pesquisa “World’s Most Respected Companies” de 2003, realizada pela Empresa de auditoria PricewaterhouseCoopers em parceria com o Financial Times - conceituado jornal especializado em economia editado na Inglaterra. Os resultados da pesquisa têm como base mais de mil entrevistas feitas com presidentes e altos dirigentes de corporações empresariais em 20 países. No segmento de “utilities”, como são denominadas as companhias prestadoras de serviços públicos como a energia elétrica, a COPEL é a única empresa brasileira listada que aparece em terceiro lugar, logo depois da francesa EDF e da alemã RWE.
A COPEL também foi escolhida pela revista americana Global Finance como a “Melhor Companhia Latino-Americana de Serviços de Eletricidade”. Essa é a terceira vez que a COPEL é premiada pela Global Finance em seis anos de existência desse prêmio.

 

DESEMPENHO DO PREÇO DAS AÇÕES

 

 

 

 



No período de janeiro a dezembro de 2003, na Bolsa de Valores de São Paulo - Bovespa, as ações ON da COPEL estiveram presentes em 100% dos pregões e fecharam o período cotadas, por lote de mil, a R$ 8,70, com valorização de 8,75%. As ações PNB (que fazem parte da carteira teórica do Índice Bovespa – Ibovespa) estiveram presentes também em 100% dos pregões daquela Bolsa, fechando o período cotadas a R$ 13,60, com valorização de 36%.
Na Bolsa de Valores de Nova York - NYSE, são negociadas as ações PNB em forma de ADSs, as quais estiveram presentes em 100% dos pregões daquela Bolsa, fechando o período cotadas a US$ 4.73, com valorização em dólar de 70,14%.
No LATIBEX (Mercado de Valores Latino Americano em Euros), vinculado à Bolsa de Valores de Madri, são também negociadas as ações PNB, com o código XCOP, as quais estiveram presentes em 99% dos pregões, fechando o período cotadas a 3,77, com valorização em euro de 43,89%.

 

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ECONÔMICO ADICIONADO – VEA OU EVA

O VEA representa o lucro econômico depois de subtrair todas as despesas operacionais, inclusive o custo do capital empregado na operação.
Mesmo considerando que a Empresa teve um giro do investimento superior nesse exercício em relação ao anterior, aponta-se a diminuição da margem operacional, em consequência do aumento das deduções da receita, como principal motivo para o VEA negativo em 2003.
Apesar do aumento das receitas em 13,7%, estas não foram suficientes para compensar o aumento da carga tributária, fazendo com que o retorno sobre os investimentos (ROI) no exercício ficasse em 4,67%, taxa inferior à do ano passado, que foi de 6,47%. A taxa de 12% para remunerar o capital próprio foi mantida por se adequar aos padrões do setor elétrico brasileiro e para um “beta” de 0,95. Porém, a redução do serviço da dívida no ano causou aumento do Custo Médio Ponderado de Capital (CMPC), que foi de R$ 631,4 milhões em 2002, e ficou em R$ 665,3 milhões em 2003, em função da maior proporção do capital dos acionistas (patrimônio líquido), fato que também contribuiu para a redução do VEA.