A Copel - Companhia Paranaense de Energia, maior empresa do Estado, foi criada em 26 de outubro de 1954, com controle acionário do Estado do Paraná, abriu seu capital ao mercado de ações em abril de 1994 (BM&FBOVESPA) e tornou-se em julho de 1997 a primeira do setor elétrico brasileiro listada na Bolsa de Valores de Nova Iorque. Sua marca também está presente, desde junho de 2002, na Comunidade Econômica Européia, com seu ingresso na Latibex – o braço latinoamericano da Bolsa de Valores de Madri. A partir do dia 7 de maio de 2008, as ações da Copel passaram a integrar oficialmente o Nível 1 de Governança Corporativa da Bolsa de Valores de São Paulo – BM&FBOVESPA.
A Companhia atende diretamente a 3.671.262 unidades consumidoras em 393 municípios e 1.115 localidades (distritos, vilas e povoados) paranaenses. Nesse universo incluem-se 2,8 milhões de lares, 67 mil indústrias, 301 mil estabelecimentos comerciais e 360 mil propriedades rurais. O quadro de pessoal é integrado por 8,6 mil empregados.
Sua estrutura compreende a operação de:
Parque gerador próprio composto por 18 usinas (17 delas, hidrelétricas), cuja potência instalada totaliza 4.550 MW e que responde pela produção de algo como 7% de toda eletricidade consumida no Brasil; 16 dessas usinas são automatizadas e comandadas à distância;
Sistema de transmissão totaliza 1.913 km de linhas e 30 subestações (todas elas automatizadas), somando 10,3 mil MVA (megavolts-ampères) de potência de transformação;
Sistema de distribuição com 180.696 km de linhas e redes até 230 kV - o suficiente para dar quatro voltas em torno da Terra pela linha do equador - e 350 subestações (100% automatizadas);
Sistema óptico de telecomunicações (Infovia do Paraná) com 6.026 km de cabos OPGW instalados no anel principal e radiais urbanos (cabos autosustentados) que totalizam 10.054 km, alcançando 226 cidades do Estado.
Hoje as usinas, linhas de transmissão e de distribuição da Copel irradiam luz e oferecem conforto e paz social para todo Estado do Paraná e estados vizinhos. Este cenário de progresso vem sendo conquistado ao longo de 5 décadas, com base no potencial hidráulico, no domínio tecnológico e, principalmente, no espírito empreendedor e na capacidade criativa dos seus quadros técnicos e profissionais.
Através do Decreto n° 14.947 de 26 de outubro de 1954, assinado por Bento Munhoz da Rocha Netto, o Governo Estadual criou a Copel – Companhia Paranaense de Energia Elétrica, e desde 14/08/1979 apenas Companhia Paranaense de Energia, tendo como base principal para a integralização de seu capital o Fundo Estadual de Eletrificação.
Com o Decreto n° 1.412, de 1956, a Copel passou a centralizar todas as ações governamentais de planejamento, construção e exploração dos sistemas de produção, transmissão, transformação, distribuição e comércio de energia elétrica e serviços correlatos, tendo incorporado todos os bens, serviços e obras em poder de diversos órgãos. Coube-lhe, então, a responsabilidade pela construção dos grandes sistemas de integração energética e dos empreendimentos hidrelétricos previstos no Plano de Eletrificação do Paraná.
Encontrar uma solução definitiva para o abastecimento de energia elétrica em larga escala constituiu-se no maior desafio para a Copel durante a década de 1960.

A entrada em operação em 1963 da Usina Termelétrica de Figueira (20 MW), no Norte Pioneiro, foi de fundamental importância para a implantação do Plano Estadual de Eletrificação, viabilizando os sistemas de interligação que beneficiaram as regiões Norte e Centro.
Em 1967, a Copel inaugurava a Usina de Salto Grande do Iguaçu (15,6 MW), que veio atender ao Sul do Estado.
Em 1970, entrava em operação a Usina Julio de Mesquita Filho (Foz do Chopim), com 44 MW, redenção energética do Sudoeste e Oeste.

Em 1971 era inaugurada a Usina Governador Parigot de Souza, inicialmente conhecida como Capivari-Cachoeira, recebeu seu nome em homenagem ao Governador Pedro Viriato Parigot de Souza, que liderou o Paraná entre 1971 e 1973, e foi, também, presidente da Copel. É a maior central subterrânea do Sul do Brasil e possui a potência de 260 MW. No momento da sua inauguração, era a principal unidade geradora da Copel e a maior usina em funcionamento no sul do Brasil, passo definitivo na constituição de uma infra-estrutura energética capaz de suportar e acelerar o desenvolvimento paranaense.
Em 1980 foi inaugurada a Hidrelétrica Governador Bento Munhoz da Rocha Neto, anteriormente denominada Foz do Areia, é uma homenagem ao Governador Bento Munhoz da Rocha Netto, que liderou o Paraná de 1951 a 1955.
Possui a potência de 1.676 MW, equipada com unidades geradoras que eram então as maiores existentes no Brasil. Com sua operação, a geração própria da Copel atingiu 2,9 bilhões de kWh, contra 1,9 bilhões do ano anterior.
Neste período houve no Estado um intenso crescimento do mercado de energia, exigindo esforços cada vez maiores para atender à demanda. Foram elaborados novos projetos, destacando-se o início do empreendimento da Usina de Segredo e a concessão para construir a Usina Hidrelétrica de Salto Caxias, ambas consolidadas na década de 90.
Inaugurada em setembro de 1992, a Usina Hidrelétrica Governador Ney Aminthas de Barros Braga, anteriormente denominada de Usina de Segredo, recebeu seu nome em homenagem ao Governador Ney Braga, que liderou o Paraná por duas vezes, de 1961 a 1965 e de 1979 a 1982. Possui a potência de 1.260 MW e reduziu a dependência paranaense de energia comprada de outros estados. Teve como marco fundamental o primeiro Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) no Brasil para uma usina hidrelétrica.

Em fevereiro de 1999 entrou em operação a Usina Hidrelétrica Governador José Richa, anteriormente denominada de Salto Caxias, recebeu seu nome em homenagem ao Governador José Richa, que liderou o Paraná de 1983 a 1986. É uma das mais importantes da Copel e possui capacidade de 1.240 MW de potência, denotando assim um novo avanço na geração de energia elétrica, com conseqüências positivas no desenvolvimento do Estado do Paraná.

Entrou em funcionamento a primeira célula a combustível a operar no Hemisfério Sul, para suprir o Centro de Processamento de dados - CPD da Copel, no Pólo do Km 3, em Curitiba.
O Governo do Paraná anuncia o cancelamento do processo de privatização da Copel, iniciado em 1998.
A Copel completou 50 anos de existência no dia 26 de outubro. Para celebrar essa data, além das cerimônias realizadas no Paraná, a Copel participou do evento "Opening Bell", sendo homenageada na Bolsa de Nova Iorque em 22 de novembro.

Inaugurada a Usina Hidrelétrica de Santa Clara, no Rio Jordão. O início da geração comercial do primeiro grupo gerador ocorreu no dia 31 de julho e injetando no sistema elétrico da Copel mais 60 MW.
Inaugurada a Usina Hidrelétrica de Fundão, no Rio Jordão. O primeiro grupo gerador da usina começou a operar em junho, e o segundo grupo entrou em operação em agosto, completando 120 MW de potência instalada.
As usinas de propriedade da Elejor (Santa Clara e Fundão) recebem autorização da ONU e tornam-se as primeiras hidrelétricas no Brasil a poderem comercializar certificados de Créditos de Carbono.
Começam as obras de construção da Usina Hidrelétrica de Mauá, no rio Tibagi.